Indígenas têm acesso a consultas, exames e cirurgias em mutirão de saúde
Previsão é atender pelo menos 500 pessoas e parte dos procedimentos será realizada ao longo de novembro
Pelo menos 500 atendimentos de saúde estão previstos para indígenas de Mato Grosso do Sul em um mutirão que ocorre neste sábado (7), no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). A programação inclui consultas médicas, exames, métodos contraceptivos e cirurgias pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Parte dos procedimentos será realizada ao longo de novembro.
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Um mutirão de saúde para indígenas de Mato Grosso do Sul ocorre neste sábado (7) no HU-UFGD, em Dourados, com ao menos 500 atendimentos previstos pelo SUS. Há consultas, exames, contraceptivos e cirurgias para pacientes já cadastrados na regulação, e parte dos procedimentos seguirá em novembro. A ação integra o projeto HU Brasil em Ação, que reúne 47 hospitais universitários e prevê mais de 49 mil procedimentos no país neste sábado.
O atendimento é destinado a pacientes que já estão cadastrados no sistema de regulação do SUS. A iniciativa busca reduzir a espera por consultas, exames especializados e cirurgias, principalmente entre moradores de comunidades indígenas da região de Dourados.
Entre os serviços previstos estão consultas em ginecologia, urologia e enfermagem, além de exames de endoscopia, colonoscopia, eletroencefalograma, ultrassonografia e ecocardiograma. Também haverá exames laboratoriais e procedimentos para diagnóstico de doenças.
Na área de saúde da mulher, o mutirão oferece inserção de DIU (dispositivo intrauterino) de cobre e hormonal, implantes contraceptivos e exames para identificar o HPV (papilomavírus humano), vírus associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.
A programação também contempla pequenas cirurgias para retirada de lesões de pele, procedimentos ginecológicos, retirada do útero e laqueaduras. Os atendimentos serão distribuídos entre este sábado e os demais dias de novembro, conforme a organização do hospital.
O superintendente do HU-UFGD, Hermeto Paschoalick, relacionou a iniciativa à necessidade de ampliar o acesso da população indígena à saúde, especialmente diante dos episódios de violência enfrentados pelas comunidades da região.
O mutirão faz parte do projeto HU Brasil em Ação, que reúne 47 hospitais universitários federais em todo o país. Nesta edição, a previsão nacional é de mais de 49 mil procedimentos apenas neste sábado, incluindo 1,2 mil cirurgias, 5,7 mil consultas e 42,9 mil exames.
A mobilização ocorre em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde. Em 2026, esta é a terceira edição nacional do mutirão. As duas anteriores, realizadas em março e maio, contabilizaram mais de 97 mil atendimentos, com foco na saúde da mulher e da população idosa.
A programação em Dourados continua durante novembro para atender pacientes que aguardam procedimentos na rede pública.
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