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Interior

Justiça anula júri de feminicídio e manda acusado a novo julgamento

TJMS acolhe recurso do MPMS após entender que a decisão dos jurados contrariou as provas do processo

Por Bruna Marques | 23/06/2026 10:07
Justiça anula júri de feminicídio e manda acusado a novo julgamento
 Roseli Alves da Cruz assassinada em Ribas do Rio Pardo (Foto: Reprodução)

A Justiça anulou o julgamento de Alvimar Pereira Viana, acusado pela morte de Roseli Alves da Cruz, de 38 anos, em Ribas do Rio Pardo, a 98 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que acolheu recurso do MP (Ministério Público).

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A Justiça anulou o julgamento de Alvimar Pereira Viana, acusado da morte de Roseli Alves da Cruz, 38 anos, em Ribas do Rio Pardo. A 2ª Câmara Criminal do TJMS acolheu recurso do Ministério Público e determinou novo julgamento pelo Tribunal do Júri. No primeiro júri, Alvimar foi condenado por lesão corporal seguida de morte a 8 anos de reclusão, mas os desembargadores entenderam que o resultado contrariou as provas do processo.

Com a decisão, Alvimar voltará a sentar no banco dos réus, no Tribunal do Júri. Por unanimidade, os desembargadores entenderam que o resultado do primeiro julgamento ficou em desacordo com as provas apresentadas no processo.

No primeiro júri, os jurados reconheceram que Alvimar agrediu Roseli, mas entenderam que ele não teve intenção de matar. Com isso, o caso foi tratado como lesão corporal seguida de morte, e a pena foi fixada em 8 anos de reclusão, em regime fechado. Também foi determinado o pagamento de R$ 30 mil aos familiares da vítima.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recorreu contra essa decisão. Para o Ministério Público, havia elementos suficientes para que a acusação de feminicídio fosse analisada novamente pelos jurados. O pedido foi feito pelo promotor de Justiça George Zarour Cezar.

Relembre o caso - O caso ocorreu no dia 9 de janeiro de 2022, em Ribas do Rio Pardo. Segundo o processo, Alvimar Pereira Viana e Roseli Alves da Cruz estavam na residência onde conviviam quando houve uma discussão. Durante o desentendimento, Roseli foi atingida por golpes de faca.

Alvimar afirmou que agiu depois de ser chamado de “corno”. Em depoimento, ele disse que estava ingerindo bebida alcoólica com Roseli e a filha dela antes da discussão.

Ainda conforme o processo, depois que a faca quebrou, Alvimar voltou à cozinha e pegou um facão. Ele negou ter usado o facão contra Roseli e também negou ter feito ameaças contra familiares dela.

Roseli foi socorrida e precisou ser transferida para atendimento médico em Campo Grande. Ela permaneceu internada e morreu no dia 7 de fevereiro de 2022, quase um mês depois.

Ao analisar o recurso, a 2ª Câmara Criminal do TJMS decidiu anular o julgamento anterior e determinou que Alvimar Pereira Viana seja submetido a um novo júri pela morte de Roseli Alves da Cruz.

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