Justiça nega liberdade a chefe de agência antidrogas ligado ao narcotráfico
Juiz citou que Hugo Baptista também tem documento brasileiro e poderia fugir pela fronteira com MS

O juiz Osmar Legal, especializado em crime organizado, decretou a prisão preventiva do diretor-geral da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai, Hugo Derlis Baptista Báez, de 56 anos.
RESUMO
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Hugo Derlis foi um dos alvos da operação deflagrada na semana passada pela Polícia Nacional do Paraguai contra agentes da Senad e outros servidores públicos acusados de integrar a rede de proteção do ex-deputado federal Eulalio Gomes, o Lalo, morto pela polícia paraguaia em 19 de agosto de 2024.
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Na decisão em que manteve o agente federal na cadeia, o magistrado paraguaio citou que Hugo Derlis também tem identidade brasileira e poderia fugir do Paraguai pela fronteira com Mato Grosso do Sul. Uma vez no Brasil, não poderia ser extraditado, pois a Constituição Brasileira não permite extradição de seus cidadãos.
Com mais de 30 anos de carreira na Senad, Hugo Derlis Baptista Báez é primo-irmão de Lalo Gomes, que nasceu em Ponta Porã em 1956 e tinha dupla nacionalidade.
Fuga de traficante
Conforme as investigações da polícia paraguaia, Hugo Derlis teve papel fundamental na fuga do sul-mato-grossense Ronaldo Mendes Nunes, em 8 de dezembro de 2023.
Supostamente por interferência direta de Lalo Gomes, do filho dele, Alexandre Rodrigues Gomes, e da sobrinha do então deputado, Helga Lizany Concepción Solís Gómez, o agente da Senad teria permitido que Ronaldo fugisse do cerco montado pela Senad em Pedro Juan Caballero. Ele segue foragido até hoje.
Há indícios de que Lalo usou sua própria caminhonete para retirar o brasileiro do local onde ele seria preso a pedido da Polícia Federal. Após se apresentar na semana passada, Hugo Derlis foi levado à audiência na Justiça, mas se manteve em silêncio.
Além de Hugo Derlis e Helga Lizany Gómez, estão presos o diretor de Inteligência da Senad Cristian Porfirio Amarilla Cabaña, a chefe do Departamento de Investigação do Crime Organizado Alicia Marlene Vázquez Samaniego e o coronel Aldo Osmar Pintos Martínez, ex-comandante das Forças Especiais da agência.
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