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Laudo reforça versão da família sobre jovem morto pela PM

Suspeito de participar de assassinato de casal, Wellington Vieira morreu na madrugada do dia 31 de março

Por Ana Paula Chuva e Bruna Marques | 06/04/2026 11:06
Laudo reforça versão da família sobre jovem morto pela PM
Laudo mostra ferimento de entrada, onde bala ficou alojada e rosto do rapaz machucado (Foto: Reprodução)

O laudo necroscópico de Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, morto por equipe da Polícia Militar em Aquidauana, detalha que o disparo fatal foi na face. O documento pericial detalha que a bala atravessou a mandíbula atingindo a base do crânio. Vídeo apresentado pela família já mostrava o suspeito correndo dos policiais e então baleado. Pela imagem, é possível ver que Wellington é atingido na lateral esquerda do rosto ao olhar para os PMs que estão atrás, quando imediatamente ele cai. No vídeo, o suspeito não parece estar armado.

RESUMO

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Laudo necroscópico aponta que Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, morto em confronto com a Polícia Militar em Aquidauana, foi atingido por disparo frontal na mandíbula, que atravessou até a base do crânio, causando fratura fatal. O corpo apresentava sinais de arrasto. Dois policiais foram presos temporariamente e afastados. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul também apura o caso.

De acordo com o exame realizado pelo médico legista Dr. Luciano Braga Rodrigues Branco, o projétil de arma de fogo penetrou pela região mandibular esquerda. A perícia identificou no local uma ferida de 1,5 cm com "bordas invertidas" e "área de enxugo", características técnicas que confirmam se tratar do orifício de entrada da bala.

Após atingir a face, o projétil seguiu um trajeto horizontal em direção à base do crânio. O impacto causou ferimentos graves e imediatos, como fratura de base do crânio (apontada como a causa determinante da morte, alojamento do projétil na região do pescoço e sangramento pelos dois ouvidos com equimoses ao redor dos olhos, o chamado “sinal de guaxinim”.

O laudo também detalha que o corpo de Wellington foi arrastado, já que uma ferida de 50 centímetros foi encontrada entre o ombro esquerdo e o tórax do rapaz, além de escoriações nos joelhos e pés.

Caso - A equipe da Polícia Militar abordou Wellington, um dos suspeitos de executar o casal Maria Clair Luzni e Vilson Fernandes Cabral na noite de 27 de março, na madrugada do dia 31 daquele mês.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial realizava patrulhamento tático quando visualizou o rapaz em frente a uma casa na Rua João Teodoro de Oliveira. Ao notar a presença da viatura, o suspeito ignorou as ordens de parada e correu para o interior do imóvel, sacando uma arma de fogo.

Durante a tentativa de abordagem no interior da residência, Wellington apontou um revólver calibre .38 em direção aos policiais. Com isso, os militares efetuaram disparos que atingiram o suspeito. Ele foi socorrido pela própria guarnição e levado ao Hospital Regional de Aquidauana, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pela equipe médica.

Vídeo - No vídeo, Wellington aparece tentando fugir correndo pela rua quando é atingido e cai na calçada e a família contestou a versão dos policiais que registram a ocorrência. “A gente estava vendo tudo. Tinha mais pessoas no local. Não foi do jeito que falaram”, disse a irmã do rapaz, Pamella dos Santos Coelho.

Após a divulgação das imagens, dois policiais envolvidos no caso foram presos temporariamente e afastados das funções pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

“A Corregedoria-Geral analisou os elementos de prova e solicitou a prisão temporária dos dois policiais, que agora estão no Presídio Militar Estadual à disposição do Judiciário", afirmou a corporação em nota.

O caso também é apurado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Ao Campo Grande News, a 1ª Promotoria de Justiça de Anastácio informou que vai assumir a frente do caso e já instaurou procedimento para apuração dos fatos.

"Foram requisitados exames periciais e diligências indispensáveis às investigações, que, por ora, estão sob sigilo", informou em nota.

Laudo reforça versão da família sobre jovem morto pela PM
Wellington era suspeito de participação da execução de casal em Anastácio (Foto: Reprodução)


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