Morto pela PM cometeu série de assaltos e executou homem em briga por droga
Claudenir Martins de Oliveira integrou quadrilha de arrastão que aterrorizou mulheres na Capital em 2013
Morto ao reagir à abordagem da PM (Polícia Militar) após denúncia de violência doméstica, em Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande, Claudenir Martins de Oliveira, 43 anos, tem extensa ficha criminal, incluindo condenações por homicídio e assaltos em série. O homem, apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), estava foragido após descumprir regras da progressão do regime semiaberto.
RESUMO
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Conforme apurou o Campo Grande News, em março de 2014, Claudenir foi condenado pelo juiz Marcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal, à pena de 21 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de 816 dias-multa, sendo classificado juridicamente como reincidente doloso.
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A sentença foi o resultado de uma série de crimes de roubo majorado (pelo emprego de arma de fogo e concurso de pessoas) e receptação. De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Claudenir e um comparsa aterrorizaram mulheres em bairros nobres da Capital em um único fim de tarde, no dia 30 de agosto de 2013. Para cometer os crimes, a dupla utilizava um Fiat Uno branco furtado.
O primeiro ataque aconteceu por volta das 16h45, na Rua Doutor Zerbini, no Bairro Chácara Cachoeira. Armados com um revólver calibre 22 niquelado, eles renderam uma mulher em frente a uma agência de publicidade e roubaram sua bolsa. Como não encontraram dinheiro em espécie, decidiram fazer uma nova vítima pouco tempo depois.
Por volta das 18h40, a dupla se deslocou até a Avenida Mascarenhas de Moraes. Eles abordaram outra mulher na saída de uma agência do Banco do Brasil, logo após ela realizar um saque, e levaram todo o dinheiro.
Em todos os assaltos, Claudenir fazia o papel de motorista de fuga, garantindo o posicionamento do carro para uma evasão rápida enquanto o comparsa fazia a abordagem armada. Eles foram presos em flagrante horas depois pela Polícia Militar no Bairro Coronel Antonino, com a arma e os pertences das vítimas.
De acordo com o Sistema Eletrônico de Execução Unificado, em janeiro deste ano, o juiz Luiz Felipe Medeiros Vieira concedeu a Claudenir a progressão para o regime semiaberto com validade a partir de 22 de fevereiro. No entanto, em abril ele passou a ser considerado foragido por descumprir as regras e ter a regressão para o regime fechado determinada pelo juiz Albino Coimbra Neto.
Homicídio
Outro caso em que aparece o nome de Claudenir é pelo homicídio de Edson de Jesus Cardoso. O crime aconteceu em maio de 2012, na cidade de Bonito, a 297 km de Campo Grande. Segundo denúncia do MP , a vítima era usuária de entorpecentes e teria tentado comprar drogas "fiado" com os acusados.
Diante da recusa, Edson ameaçou delatar o esquema de tráfico de drogas da dupla para as autoridades policiais. Para garantir o silêncio da vítima, Claudenir e outro homem planejaram uma emboscada.
Edson foi atraído para o interior de um veículo Fiat Palio preto, de propriedade de Claudenir. Com o carro em movimento, enquanto um dos acusados dirigia, o outro iniciou uma luta corporal com a vítima, desferindo um golpe profundo de faca em seu pescoço.
O corte de 12 centímetros atingiu a traqueia e as principais artérias, causando uma hemorragia aguda e fatal. Eles ainda não foram julgados pelo crime.
Falsidade ideológica
E o caso mais recente foi registrado em 16 de abril de 2019, quando a Polícia Militar de Bonito recebeu denúncias anônimas de que um homem com mandado de prisão em aberto e considerado evadido do sistema prisional estava em uma barbearia na cidade.
Ao ser abordado pelos policiais na cadeira do barbeiro, Claudenir tentou se apresentar com o nome de "Paulo Lopes Fernandes" e exibiu uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) falsificada. No entanto, após a insistência dos militares e a checagem dos dados do documento, ele acabou confessando seu verdadeiro nome e admitiu que estava foragido.
Na mesma abordagem, os policiais encontraram uma trouxinha de cocaína com o suspeito, cuja posse foi alvo de procedimento específico. Ele foi denunciado por falsa identidade e uso de documento falsificado e condenado a 1 ano de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 10 dias-multa.
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