Morto pela PM era cobrador do PCC e apadrinhado por traficante preso
Investigado por tráfico, suspeito andava sempre armado para cobrar dívidas em "biqueiras"
Morto ao trocar tiros com um policial militar na tarde desta sexta-feira (18) em frente ao Fórum de Nova Alvorada do Sul, distante 116 km de Campo Grande, Paulo Roberto Sá Ferreira, de 41 anos, era apontado pela Polícia Civil como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e atuava como "cobrador armado" de pontos de venda de drogas no município.
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Informações levantadas pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) revelam que Paulo vinha sendo monitorado por gerenciar "biqueiras" na região sob o apadrinhamento de Luiz Alberto Alonso Correa, o “Luizinho”, preso por tráfico de drogas e apontado como liderança da facção dentro da unidade onde cumpre pena.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito tinha histórico violento e andava constantemente armado. A orientação que circulava no meio policial era de que ele costumava afirmar que reagiria a qualquer tentativa de abordagem das forças de segurança.
O confronto - A ação que resultou na morte de Paulo Roberto ocorreu nas imediações do Fórum local. Um cabo da Polícia Militar que atua na segurança da junta jurídica recebeu denúncias de que o suspeito estava vendendo entorpecentes no local e escondendo as porções nos tijolos de uma obra vizinha.
Ao tentar abordá-lo, o policial relatou que o suspeito sacou um revólver calibre .32. O militar reagiu e efetuou quatro disparos. Paulo foi atingido, desarmado e socorrido ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foram apreendidos o revólver com quatro munições e cerca de 8 gramas de cocaína.
"QG" do Tráfico - Após a abordagem, as equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram até a residência de Paulo Roberto, endereço que já era alvo do inquérito do SIG. No local, os agentes encontraram uma estrutura montada para o preparo e distribuição de drogas.
Ao todo foram apreendidos mais de 8 gramas de cocaína e 2 gramas de maconha, duas balanças de precisão, embalagens plásticas, dichavadores e papel para cigarro, estojos deflagrados de calibre .38 e calibre 12.
A arma institucional utilizada pelo policial militar foi recolhida pelo Comando de Força Patrulha e passará por perícia técnica conduzida pela Polícia Científica de Dourados. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Nova Alvorada do Sul como tráfico de drogas e morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado. Paulo é o 139º caso em Mato Grosso do Sul este ano.
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