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No 1º dia de “fecha tudo”, Geraldo é recebido com protesto por comerciantes

Secretário de Saúde se reuniu com vereadores para pedir apoio às medidas de isolamento

Por Helio de Freitas, de Dourados | 26/03/2021 12:58
Lojas da Marcelino Pires fechadas e calçadas vazias às 11h40 de hoje (Foto: Helio de Freitas)
Lojas da Marcelino Pires fechadas e calçadas vazias às 11h40 de hoje (Foto: Helio de Freitas)

No primeiro dia do decreto estadual que fechou o comércio de Mato Grosso do Sul até 4 de abril, o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende foi recebido com protesto de comerciantes nesta sexta-feira (26) em Dourados (a 233 km de Campo Grande), seu berço político.

Informado sobre a presença de Geraldo na Câmara de Vereadores, grupo de comerciantes foi para a frente do prédio do Legislativo, na Avenida Marcelino Pires, para reclamar das medidas – as mais duras adotadas em um ano de pandemia.

“Vocês estão de brincadeira! Até quando vai ficar isso na nossa cidade?”, questionou comerciante em frente à porta de vidro da Câmara, que mantém apenas expediente interno. “Queremos trabalhar!”, bradou o comerciante não identificado.

Veja o vídeo:

Nas redes sociais, comerciantes presentes no protesto convocavam outros empresários para fazer pressão contra os vereadores e o secretário de Saúde. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram ao local, mas não houve registro de incidentes.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, Geraldo Resende foi recebido pelo presidente da Casa Laudir Munaretto (MDB) e por outros vereadores, para falar do decreto em vigor pelos próximos dez dias e sobre as medidas que estão sendo adotadas pelo Estado para reforçar a rede hospitalar.

Geraldo Resende estava acompanhado do secretário estadual de Governo Sérgio Murilo. Durante a reunião, Laudir Munaretto pediu aos secretários que o Estado assuma o Hospital da Vida.

“É melhor adotar medidas duras, fechar portas agora do que fechar caixões amanhã”, disse Geraldo ao chegar à Câmara . Segundo a assessoria da Câmara, o secretário disse que hoje existem 1.150 pessoas doentes à espera de leito para internação em Mato Grosso do Sul, 160 delas em Dourados.

Comerciantes protestam na porta da Câmara (Foto: Reprodução)
Comerciantes protestam na porta da Câmara (Foto: Reprodução)

Centro vazio – A maioria das lojas do centro comercial, formado pelas avenidas Joaquim Teixeira Alves, Marcelino Pires e Weimar Gonçalves Torres, está completamente fechada, mas alguns estabelecimentos mantêm atendimento para vendas pelo sistema de drive-thru e delivery. A circulação de carros é bem abaixo do normal e as calçadas estão vazias.

De manhã, após protesto de moradores, o prefeito Alan Guedes (PP) determinou a suspensão do estacionamento rotativo enquanto o comércio estiver fechado.

Pessoas que passaram pelo centro e viram as funcionárias da empresa que explora o estacionamento criticaram a prefeitura pelo fato de o serviço não ser essencial. Logo em seguida, após a ordem do prefeito, as funcionárias deixaram o centro.

Em Dourados, a diferença em relação às outras cidades sul-mato-grossenses, é que academias e estúdios de ginástica poderão continuar funcionando, mas com apenas 15% da capacidade. O serviço é considerado essencial por lei municipal em vigor desde dezembro do ano passado.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal informaram que nenhum comerciante foi autuado até agora por descumprir as medidas que entraram em vigor hoje.

De acordo com o inspetor Rubens, subcomandante da Guarda, no primeiro dia o trabalho tem sido de orientação, pois ainda existem muitas dúvidas sobre o decreto por parte dos comerciantes, principalmente dos bairros.

Geraldo Resende ao lado do presidente da Câmara (centro), hoje em Dourados (Foto: Divulgação)
Geraldo Resende ao lado do presidente da Câmara (centro), hoje em Dourados (Foto: Divulgação)


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