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Campo Grande, Domingo, 26 de Março de 2017

29/08/2014 13:00

Nova vistoria vai avaliar situação da ponte sobre o Rio Paraguai em outubro

Caroline Maldonado
Impacto da embarcação abriu fenda de 20 centímetros em pilar da ponte (Foto: Diário Corumbaense)Impacto da embarcação abriu fenda de 20 centímetros em pilar da ponte (Foto: Diário Corumbaense)

Com a cheia do Rio Paraguai, deve acontecer apenas a partir do fim de outubro a inspeção para conferir os estragos que um barco empurrador causou na parte submersa da ponte que fica na região de Porto Morrinho, em Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande. Enquanto isso, os técnicos que já realizaram vistoria no local trabalham para elaborar um planejamento para colocar a estrutura de volta o local, sem comprometer o tráfego na via, de acordo com o diretor técnico da concessionária Porto Morrinho, Wolney Freire.

“A sociedade pode ficar tranquila, porque já estamos estudando o caso e atuando sem comprometer a segurança dos usuários”, garantiu Wolney, ao informar que a concessionária já mandou fabricar peças, que estarão prontas em 20 dias e serão utilizadas na manutenção do pilar atingido.

Empurrador se soltou da margem acidentalmente (Foto: Diário Corumbaense)Empurrador se soltou da margem acidentalmente (Foto: Diário Corumbaense)

Na terça-feira (26), um dos pilares da ponte foi atingido por um barco empurrador paraguaio, com carga de farelo de milho, abrindo uma fenda de 20 centímetros. A embarcação estava atracada na margem e o comboio se desamarrou das árvores, ficou a deriva e atingiu a ponte, na região onde não há navegação.

“Foi um choque de grande magnitude que afetou, empurrando o pilar para frente. É complicado de ser feito o reparo, mas já existe planejamento para isso e podemos fazer”, garantiu o diretor técnico.

Segundo Wolney, foram prejudicados o apoio da estrutura do pilar T4 e o outro extremo, no pilar T6. Esse último é o mesmo que foi afetado, quando a ponte foi atingida pelo barco empurrador Doña Carmen, de bandeira paraguaia, que transportava 16 barcaças de farelo de soja, em 2011.

Na época, explica Wolney, a estrutura foi restabelecida por um grupo de especialistas, um deles o calculista, com especialização em estruturas danificadas, Fernando Relvas, que participou da última vistoria nessa semana. Também integram a equipe, o engenheiro de obras e manutenção da concessionária, Leroy Gabriele.

Precaução - O Governo de Mato Grosso do Sul vai decretar estado de emergência até segunda-feira (1º) para conseguir a liberação de R$ 4 milhões do Governo Federal para construção de um dolfin, uma estrutura para proteger a ponte de acidentes com embarcações. O secretário estadual de Obras, Edson Giroto, disse que existe um projeto para a construção do dolfin, que foi apresentado ontem em reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Jorge Fraxe.

O trânsito sobre a ponte está sendo feito apenas por uma via, com o sistema “pare e siga” e os veículos de carga carregados, como os bi-trens, são desacoplados para a travessia da ponte. No segundo transbordo, esses veículos não pagam pedágio da carreta vazia, segundo Wolney. A previsão é de que o tráfego continue dessa forma até futura avaliação do estado da ponte e encaminhamento da manutenção.

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