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Interior

Perícia deve ajudar na identificação dos responsáveis por fogo no Pantanal

Cinco fazendeiros da região foram alvos da PF nesta segunda-feira. Incêndios que já devastaram mais de 25 mil hectares

Por Geisy Garnes | 15/09/2020 16:02
Perícia foi realizada durante operação, na manhã de ontem (Foto: Divulgação)
Perícia foi realizada durante operação, na manhã de ontem (Foto: Divulgação)

Perícias feitas durante a operação Matáá nas fazendas de Corumbá – cidade a 419 quilômetros de Campo Grande – vão auxiliar a Polícia Federal a identificar os responsáveis pelos incêndios que já devastaram mais de 25 mil hectares do bioma pantaneiro na região. A área queimada soma aproximadamente 25 mil campos de futebol.

Nesta segunda-feira (14), equipes policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande durante investigações sobre as queimadas que atingem a região. Os alvos foram cinco fazendeiros do Pantanal, que possuem propriedades exatamente nas áreas em que os incêndios que devastam a área começaram.

As propriedades foram identificadas após análise de imagens de satélite e sobrevoo das áreas queimadas. Assim, foi possível identificar o início e a evolução diária dos focos de incêndio. Durante a operação, as fazendas dos cinco investigados foram periciadas e funcionários ouvidos sobre a situação.

Ao site Diário Corumbaense, o delegado Alan Wagner Nascimento Givigi, da Polícia Federal, afirmou que a partir dos resultados das perícias será possível chegar aos responsáveis e esclarecer se as chamas foram causadas pela ação humana. Ainda não há um prazo definido para encerrar a operação.

Além das propriedades rurais, duas casas foram alvos de busca na cidade. Em uma delas, os policiais encontraram três armas – duas pistolas e um revólver – além de 108 munições de calibre permitido e 44 de calibre restrito, sem registro. Por isso o proprietário foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. O nome dele não foi divulgado.

O dano ambiental apurado pela Polícia Federal supera mais de 25 mil hectares do bioma pantaneiro, aproximadamente 25 mil campos de futebol. O fogo atingiu áreas de preservação permanentes e os limites do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Serra do Amolar.

Nome da operação, Matáá significa fogo no idioma guató, numa referência aos índios que vivem nas proximidades das áreas atingidas.

Arma apreendida na casa de um dos alvos (Foto: Divulgação)
Arma apreendida na casa de um dos alvos (Foto: Divulgação)