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Interior

Polícia encontrou dinheiro vivo e prendeu 13 em operação contra tráfico de armas

Operação Dakovo foi deflagrada nesta terça-feira (5), na fronteira entre Brasil e Paraguai

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 05/12/2023 22:54
Cerca de US$ 80 mil dólares foram encontrados em operação. (Foto: Reprodução/Polícia Federal)
Cerca de US$ 80 mil dólares foram encontrados em operação. (Foto: Reprodução/Polícia Federal)

A Polícia Federal do Paraguai divulgou, na noite desta terça-feira (5), a lista de presos e alvos de mandados de prisão cumpridos no âmbito da Operação Dakovo, deflagrada contra o tráfico internacional de armas. Também foram quase 90 mil dólares em espécie.

Entre os investigados estão o ex-comandante da Força Aérea, Arturo Javier Gonzales Ocampo, de 56 anos; Bienvenido Santiago Fretes Gonzales, 52; a ex-assessora jurídica Cinthia Maria Turro Braga, 40; a ex-capitã Josefina Cuervas Galeano, 35; e a secretária Maria Mercedes Ocampos Centurión, 31.

Também foram autuados: a vendedora de armas Eliane Magali Marengo Subeldia, 35; o campo-grandense e também vendedor Paulo Cesar Fines Ventura, 39; o doleiro Ricardo Luiz Morra Gadea, 39; o traficante Manuel Antônio Gomez Ojeda, 48; Arnaldo Andres Cubas Cantero; 31; Angel Antônio Flecha Barrios, 45; Aldo Cantero Caceres, 46; e Julio Cesar Cubas Cantero, 38.

Ainda de acordo com a nota enviada à imprensa, foram encontrados 87 mil dólares em espécie, cheques que somam US$ 96 mil, relógios de marca que chegam a custar US$ 250 mil e canetas importadas de US$ 50 mil.

Armas apreendidas em depósito. (Foto: Reprodução/Polícia Federal)
Armas apreendidas em depósito. (Foto: Reprodução/Polícia Federal)

Entre os investigados em território paraguaio estão a ex-modelo argentina Julieta Nardi, o marido dela Diego Dirisio (donos da empresa usada nas importações) e vários militares de alta patente ligados à Dimabel, órgão do Estado paraguaio que controla a venda de armas naquele país.

Julieta e Diego são donos da IAS (Internacional Auto Suply), com sede em Asunción. As armas vinham de fábricas instaladas em cidades do leste Europeu, entre elas Dakovo, na Croácia. Em três anos, pelo menos 43 mil armas foram importadas pela IAS, com movimentação de R$ 1,2 bilhão. Grande parte foi destinada a facções criminosas brasileiras.

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