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Interior

Polícia Federal investiga morte de onças e outros 18 animais no Pantanal

A suspeita é de que a morte dos animais tenha sido provocada pelo uso indevido de veneno agrícola ilegal

Por Geisy Garnes | 21/06/2021 13:22



Polícia Federal assumiu as investigações da morte de pelo menos 20 animais, entre eles duas onças-pintadas, por envenenamento em uma propriedade rural na região do Passo do Lontra, município de Corumbá – a 419 quilômetros em Campo Grande. Exames periciais foram realizados no local.

Segundo nota divulgada nesta segunda-feira (21), a equipe policial esteve na propriedade acompanhada de servidores do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na quinta-feira (17). No local ainda encontraram duas onças-pintadas, uma carcaça de bovino, um cachorro do mato, dois carcarás e 14 urubus, todos em estado de decomposição.

“Os Policias Federais realizaram diligências preliminares na propriedade rural, sendo realizados exames periciais de local e coleta de material com a finalidade de determinar as causas das mortes dos animais”.

A suspeita é de que a morte dos animais tenha sido provocada pelo uso indevido de veneno agrícola ilegal. Essa suspeita foi cogitada pela maneira como os bichos foram encontrados: sem nenhuma marca de tiro, briga ou qualquer outra forma violenta.

Das duas onças encontradas sem vida, estava felino adulto, de aproximadamente 140 quilos, que vinha sendo monitorado por especialistas. Sandro, como era chamado, utilizava colar de radiotelemetria e era monitorado por GPS.

De acordo com o pesquisador e médico veterinário Pedro Nacib, de 36 anos, o colar usado pelo felino já indicava a morte do animal, no início de maio. Mas equipes do Instituto Reprocon (Reprodução Para Conservação) só puderam se deslocar ao local, no dia 12 de junho.

"Caso seja comprovada essa hipótese, sem dúvida se trata de algo criminoso e cruel. Esse tipo de veneno pode deixar resíduos tanto na carcaça quanto no solo por pelo menos 6 meses, o que fica caracterizado pela maneira com que os animais morreram e foram encontrados. Quem fez isso sabia o que ocorreria com quem tivesse contato", afirmou Pedro, ao site Diário Corumbaense.

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