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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Março de 2017

09/08/2011 15:17

Prefeitura de Bodoquena afirma reconhecer problema do “lixão” e aguarda recursos para aterro

Paula Maciulevicius

Depois que leitor denunciou situação, prefeitura alega que coleta do lixo hospitalar tem tratamento e finalização adequada

Leitor e ambientalista, denuncia lixão em área rural de Bodoquena. Prefeitura se pronuncia dizendo que aguarda recursos. (Foto: Keny Marques)Leitor e ambientalista, denuncia lixão em área rural de Bodoquena. Prefeitura se pronuncia dizendo que aguarda recursos. (Foto: Keny Marques)

Depois da denúncia do leitor Keny Marques ao Campo Grande News sobre um lixão irregular, na Colônia Três Irmãos, localizada 15 quilômetros depois de Bodoquena, a prefeitura afirmou que reconhece o problema e que está aguardando a liberação de recursos para implantação de aterro controlado.

Segundo divulgado em nota, a prefeitura explica que desde março do ano passado, a coleta de lixo hospitalar é feita por uma empresa terceirizada que dá tratamento e finalização adequada e que o processo é acompanhado pela Promotoria do Meio Ambiente do MPE (Ministério Público Estadual)

Na denúncia, o ambientalista Keny Marques, conta que no local foi encontrado lixo hospitalar, de uso humano e veterinário. O leitor até chegou a flagrar uma seriema se alimentando do lixo que está a céu aberto.

De acordo com Keny, a área onde o lixão está instalado tem aproximadamente o tamanho de três campos de futebol. O local ainda capta a água da chuva e envia para um córrego, a menos de 100 metros do depósito de todo o lixo.

Sobre a proximidade, a prefeitura nega que o lixo tenha toda essa extensão e confirma apenas 100 metros quadrados e que fica distante cerca de mil metros do córrego mais próximo.

No vídeo enviado por Keny, o lixão aparece no meio de uma área rural e guarda de tudo. Material reciclável junto de lixo doméstico, peças de carro, restos de construção e pneus, que somados criam um ambiente perfeito para a proliferação de mosquitos, inclusive o Aedes Aegypti, transmissor da dengue.

Na denúncia, o leitor cita que frequentemente são encontrados animais que buscam alimentos em meio a tanto lixo. Entre as irregularidades estão a escolha da área inadequada, o fato de não possuir licenciamento ambiental, nem obras de terraplenagem e impermeabilização do solo, para controlar a contaminação do lençol freático pelo chorume produzido.

O ambientalista detalha que o local precisaria de obras de drenagem, monitoramento tanto do sistema de tratamento de efluentes, como topográfico e das águas.

Sem a manutenção dos acessos e das instalações de apoio, o local que abriga todo o lixo está se deteriorando cada vez mais. “A região onde se encontra este lixão está morrendo aos poucos, bodoquenenses cuidem o que é de vocês”, pede.

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