Preso por morte em garagem escondia munições e R$ 10 mil em cédulas
Polícia achou 38 munições calibre .380 em fundo falso de rack e dinheiro em notas de R$ 20

Claudio Henrique de Arruda, de 43 anos, preso nesta sexta-feira (21) por suspeita de participação no assassinato de Vitor Orsini, de 19, também foi autuado em flagrante por posse irregular de munição depois que policiais encontraram 38 cartuchos calibre .380 escondidos em um fundo falso de rack na casa dele, na região central de Ponta Porã. A equipe apreendeu ainda R$ 10 mil, integralmente em notas de R$ 20, além de correntes de cor dourada.
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Claudio Henrique de Arruda, de 43 anos, preso por suspeita de envolvimento no assassinato de Vitor Orsini, de 19, também foi autuado por posse de 38 munições calibre .380 encontradas em fundo falso de rack em sua casa em Ponta Porã. A polícia apreendeu ainda R$ 10 mil em notas de R$ 20. O juiz converteu a prisão em preventiva, citando a quantidade de munições e os antecedentes criminais do suspeito, que é multirreincidente.
A descoberta ocorreu durante o cumprimento dos mandados relacionados à investigação da morte do jovem em Dourados. Conforme apurado pela reportagem nos autos do flagrante, os policiais chegaram à residência por volta das 6h para cumprir mandados de busca e de prisão. Claudio não estava no imóvel, onde a equipe foi recebida pela cunhada dele e, posteriormente, pela esposa. Outra equipe foi até a academia de musculação do empresário e cumpriu no local a prisão preventiva relacionada ao caso Vitor Orsini.
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O boletim detalha que as munições estavam ocultas no móvel da sala e que o dinheiro foi encontrado em outro cômodo. “Durante as buscas na residência foi localizado em um ‘fundo falso’ de uma rack de TV, 01 (uma) caixa de munições calibre .380, marca Aguila, contendo 38 (trinta e oito) munições intactas calibre .380 [...] Na residência ainda foi localizado em um dos cômodos a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais), toda essa quantia em notas de R$ 20,00 (vinte reais)”, relata o documento.
A polícia, no entanto, não encontrou arma de fogo na residência. Questionados sobre as munições, Claudio e a esposa disseram que a arma que utilizava o calibre .380 havia sido vendida havia muito tempo.
A Polícia Civil enquadrou Claudio por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, crime previsto no Estatuto do Desarmamento que também alcança a posse irregular de munição. O delegado responsável pelo flagrante fixou inicialmente fiança de R$ 3 mil. Horas depois, o juiz Fernando Moreira Freitas da Silva homologou o flagrante, converteu a prisão em preventiva e cancelou a fiança.
Na decisão, o magistrado considerou a quantidade de munições encontrada e o histórico criminal de Claudio para manter a prisão. “No interior de sua moradia, foram localizadas 38 munições de calibre .380, quantidade elevada, a evidenciar o desvalor atribuído ao seu comportamento. Ilustra-se que, de acordo com a certidão de antecedentes criminais, o autuado é multirreincidente, a tornar ainda mais provável que incorra em recidiva criminal”, afirmou. O mandado expedido no processo do flagrante registra que Claudio está recolhido na Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã.
No interrogatório, Claudio declarou que já havia sido preso por tráfico de drogas em Ponta Porã, em 2013. Orientado pelo advogado, permaneceu em silêncio sobre os fatos investigados no flagrante.

Histórico - Claudio é o quarto preso por suposto envolvimento na morte de Vitor Orsini, ocorrida no dia 7 deste mês na loja de veículos do pai do jovem, em Dourados. Antes dele, foram presos Denis Barbosa de Melo, de 22 anos, apontado como autor dos disparos, Alexsander Gonçalves Borges, de 27, que teria pilotado a moto usada na fuga, e um adolescente de 17 anos. A investigação principal segue em sigilo, e a Polícia Civil ainda não informou qual participação atribui ao empresário.
Vitor trabalhava na loja da família quando foi atingido pelas costas por três tiros na cabeça. Câmeras registraram o autor dos disparos chegando de moto, entrando no estabelecimento e retornando à calçada antes de se aproximar do jovem. Conforme já apurado pelo Campo Grande News, a investigação considera a possibilidade de Vitor ter sido morto por engano.

