Preso por fazer “disk droga”, jovem já havia sido condenado pelo mesmo crime
Desta vez, Gabriel Felipe estava realizando entregas em um Hyundai HB20 quando foi abordado pela polícia
Gabriel Felipe Gimenes Valejo, de 23 anos, preso na noite desta quinta-feira (20), em uma casa usada para o “disk droga” no Estrela do Sul, já havia sido condenado, em abril do ano passado, a 7 anos, 5 meses e 28 dias de prisão, em regime semiaberto, por atuar como um dos “motoristas” do chamado “Uber da Droga”. Desta vez, Gabriel estava realizando entregas em um Hyundai HB20 quando foi abordado pela polícia. Na casa dele, foram apreendidos mais de 33 quilos de maconha e mais de mil comprimidos de ecstasy.
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Conforme o boletim de ocorrência, a Força Tática realizava patrulhamento pela Rua Macunaíma, no Estrela do Sul, quando os policiais perceberam Gabriel se abaixando dentro do HB20. Durante a abordagem, foram encontradas, em uma mochila no banco do passageiro, 19 porções de skunk e um comprimido de ecstasy. As porções estavam separadas em embalagens identificadas com nomes próprios.
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Aos policiais, Gabriel admitiu que fazia a venda de drogas pelo sistema de “disk entrega” e afirmou que os entorpecentes encontrados no carro já tinham destinatários. Ele também contou que mantinha mais drogas em casa e autorizou a entrada da equipe no imóvel.
Na residência, na Rua João Pinto Filho, foram encontrados 33 quilos de maconha, além de 96 porções de skunk, haxixe, 1.192 comprimidos de ecstasy e seis frascos de lança-perfume. Os policiais também apreenderam duas balanças, embalagens do tipo zip lock e um rolo de plástico filme, materiais que, segundo o registro, eram usados para fracionar e acondicionar os entorpecentes.
Gabriel já havia sido preso em 29 de janeiro de 2024, quando estava em uma motocicleta com Jhonattan Franca Mendes, no Jardim Seminário. Na ocasião, os dois foram flagrados transportando 1,030 quilo de maconha.
Conforme a sentença da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, Jhonattan se apresentou aos policiais como “Uber da Droga” durante a abordagem e indicou Diego Gonçalves Ferreira como fornecedor. Diego também foi preso no mesmo dia com drogas e, segundo a decisão, mantinha outros 39,070 quilos de maconha armazenados em uma casa no Água Limpa Park.
Os três foram denunciados por tráfico e associação para o tráfico. A Justiça, porém, absolveu Gabriel, Jhonattan e Diego da acusação de associação criminosa e condenou os três pelo crime de tráfico de drogas.
No caso de Gabriel, a sentença considerou a quantidade de droga apreendida, de 42,144 quilos de maconha, e fixou a pena em 7 anos, 5 meses e 28 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 750 dias-multa.
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