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Sem leitos: UTIs para covid-19 ficam 100% ocupadas e Dourados e Ponta Porã

Situação foi revelada pelo prefeito da cidade fronteiriça e pelo boletim do comitê da covid da segunda maior cidade do MS

Por Nyelder Rodrigues e Helio de Freitas, de Dourados | 28/11/2020 15:56

Sem vagas. Assim estão as UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) destinadas para atender pacientes com o novo coronavírus em Dourados - cidade localizada a 233 km de Campo Grande - segundo dados revelados pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19. Os dados indicam ainda índice de ocupação global de 91%.

Ao todo, são 15 pacientes positivados para covid-19 internados na cidade, enquanto há apenas um caso suspeito e três internados como 'pós covid-19', ou seja, pacientes que tiveram a doença mas necessitam permanecer na UTI por causa de complicações. Há ainda 31 internados em UTIs gerais. Os dados são referentes à rede pública.

Conforme o boletim do comitê de enfrentamento, a cidade acumula 9.830 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, 9.087 casos recuperados e 118 mortes. Atualmente há 646 casos ativos em tratamento.

Os números do boletim da SES (Secretária de Estado de Saúde) de hoje mostraram números antagônicos aos divulgados pelo comitê local. Segundo a SES, dos 145 leitos na macrorregião de Dourados, apenas 49% está ocupada. Esse total estaria ocupado em 16% por pacientes com covid-19 e 10% com caso suspeitos.

Ponta Porã - Já em Ponta Porã - município que fica a 323 km da Capital - situação também é crítica. O prefeito reeleito Hélio Peluffo (PSDB) convocou uma coletiva de imprensa neste sábado (8) onde falou sobre a falta de leitos na cidade fronteiriça.

De acordo com as informações do Ponta Porã News, as UTIs locais estão lotadas e há filas de espera por vagas. "Isso revela um quadro pior do que a primeira onda. É urgente que as pessoas fiquem em casa, evitem aglomerações, inclusive em reuniões e festas familiares", argumentou o prefeito durante a entrevista.

"Vamos reunir o comitê da covid-19 e avaliar a necessidade de adoção de medidas restritivas. Enquanto isso pedimos que nos próximos 15 dias haja respeito e proteção à vida. Nossas 20 vagas de UTI estão ocupadas e não temos como garantir o atendimento hospitalar para os casos mais graves", assinalou Pellufo, segundo o site local.

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