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Interior

Sem plano contra incêndio, curtume tem que apresentar um em 30 dias

Por Nadyenka Castro | 01/02/2012 18:20

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira, Marfrig foi notificado a entregar o projeto e também obrigado a contratar empresa para retirar gás tóxico do local. Assista a vídeo

Bombeiros e técnicos entram no frigorífico Marfrig. (Foto: Marlon Ganassin)
Bombeiros e técnicos entram no frigorífico Marfrig. (Foto: Marlon Ganassin)

Em funcionamento há aproximadamente oito meses, o curtume do frigorífico Marfrig, em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande, onde acidente químico nessa terça-feira matou quatro pessoas, não tem plano de prevenção a incêndio.

Agora, a empresa foi notificada pelo Corpo de Bombeiros a apresentar um plano em, no máximo, 30 dias, de acordo com informações do comandante da unidade no município, tenente Pablo Diego Barros de Jesus.

A notificação foi entregue aos representantes do Marfrig durante reunião na tarde desta quarta-feira com a participação também de técnicos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e profissionais do MPT (Ministério Público do Trabalho).

Além de entregar o plano, onde deve constar a planta do local com saídas de emergência, e hidrantes, o Marfrig terá que contratar empresa terceirizada para neutralizar o restante de gás que ainda há no local do acidente e dar o fim adequado.

O curtume continua fechado, com as atividades ainda proibidas de serem retomadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a quantidade de gás é praticamente zero.

O acidente químico no curtume do frigorífico aconteceu quando um caminhão descarregava o ácido coramin - usado para retirar pelos de couro - em um tanque.

Houve reação química entre o coramin e outro produto que havia no recipiente e um gás tóxico foi exalado, matando os quatro trabalhadores e intoxicando outras 24, destas, 21 já tiveram alta e três continuam internadas em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

A Prefeitura de Bataguassu decretou luto oficial por três dias. A PMA (Polícia Militar Ambiental) aplicou multa de R$ 1 milhão à empresa e técnicos do Imasul vão elaborar laudos sobre as causas do acidente. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar se houve falha humana.

Assista a vídeo fornecido pelo Corpo de Bombeiros, que mostra o trabalho dos militares no local.

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