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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

18/01/2016 13:56

Sem salário de dezembro, enfermeiros aprovam greve a partir de quinta

Greve de funcionários do hospital de Rio Brilhante administrado por entidade beneficente pode deixar moradores sem atendimento

Helio de Freitas, de Dourados
Profissionais de enfermagem protestam em frente ao hospital de Rio Brilhante (Foto: Maikon Junior)Profissionais de enfermagem protestam em frente ao hospital de Rio Brilhante (Foto: Maikon Junior)

Profissionais de enfermagem do Hospital Municipal de Rio Brilhante, cidade a 163 km de Campo Grande, aprovaram nesta segunda-feira uma greve por tempo indeterminado a partir de quinta (21) por causa do atraso nos salários de dezembro.

Credenciado para atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o hospital é administrado pela Associação Beneficente Hospital e Maternidade de Rio Brilhante, que recebe repasses da prefeitura e do governo do Estado, mas não consegue pagar os salários em dia.

Lázaro Santana, presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul), disse ao Campo Grande News que o início da greve marcado para quinta-feira cumpre a lei, que determina prazo de 72 horas entre a assembleia e a paralisação.

“Se até quarta-feira os salários não forem pagos, na quinta-feira às 8h os profissionais iniciam a greve”, afirmou. Segundo o sindicalista, a situação já foi informada à direção do hospital e à prefeitura.

Santana disse que o hospital vem descumprindo vários direitos dos trabalhadores, como recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e atraso no 13º salário, que foi pago na semana passada.

“Na reunião que tivemos com o prefeito [Sidney Foroni, do PMDB] e com o presidente da associação beneficente ficou bem claro que não existe nem mesmo previsão de quando o salário de dezembro será pago”, afirmou Lázaro Santana.

Segundo ele, um protesto está sendo organizado para quinta-feira, com a participação de todos os profissionais de saúde do hospital, para mostrar à população a insatisfação dos trabalhadores com a direção do hospital.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que os repasses do município e do Estado para o hospital estão em dia. Para a assessoria de Sidney Foroni, embora credenciado para atendimento pelo SUS, o hospital é privado e responsável pelo pagamento dos funcionários.

Ainda de acordo com a assessoria, Foroni se diz preocupado com a possível greve, que pode prejudicar os moradores, mas reforça que a responsabilidade é do hospital.



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