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Interior

Servidora foi denunciada por trocar filha por drogas 6 dias antes da prisão

Boletim de ocorrência foi registrado no dia 28 de abril após denúncia pelo 180 e caso é investigado

Por Ana Paula Chuva | 05/05/2026 09:53
Servidora foi denunciada por trocar filha por drogas 6 dias antes da prisão
Servidora tem longo histórico de maus-tratos a tráfico de drogas (Foto: Reprodução)

A servidora municipal presa na segunda-feira (4) por suspeita de trocar a filha para ser estuprada por drogas foi denunciada pelo crime no dia 28 de abril deste ano. Na ocasião, boletim de ocorrência foi registrado na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Aquidauana, mas a menina negou o crime durante depoimento.

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Servidora municipal presa por suspeita de trocar a filha para ser estuprada por drogas já havia sido denunciada em abril, mas a menina negou o crime. O Conselho Tutelar acompanha a família há mais de uma década, com histórico de denúncias de maus-tratos. A polícia formalizou a prisão em flagrante da mãe e do mecânico suspeito do estupro, que optaram pelo silêncio. A conversão para prisão preventiva foi solicitada.

Ao Campo Grande News, a conselheira tutelar Sandra Aparecida Lopes relatou que acompanha a família há mais de uma década e que todas as denúncias são averiguadas pelo órgão e encaminhadas ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) quando necessário.

Segundo Sandra, as denúncias contra a servidora vão de maus-tratos a abandono de incapaz e nos casos mais graves, as crianças chegaram a ser acolhidas pelo Conselho Tutelar.

“Nós fizemos o acolhimento temporário em alguns atendimentos e encaminhamos para as autoridades responsáveis. Uma vez que ela foi detida, para evitar o acolhimento, o mais velho ficou com uma avó afetiva, e a menina e o mais novo ficaram sob responsabilidade dos pais”, explicou.

Sobre o boletim de ocorrência registrado no dia 28 de abril, a conselheira explicou que a equipe foi até o local após a denúncia. No entanto, não havia nenhum crime sendo cometido no momento. Com isso, a equipe procurou a delegacia, que passou a investigar o caso.

“Quando a mãe ficou sabendo, ela foi até a delegacia com a menina e as duas negaram os fatos. Com isso, os conselheiros que estavam na unidade voltaram para o Conselho, mas a investigação policial continuou pelo que sabemos”, detalhou Sandra.

A conselheira afirma que, em todos os casos denunciados contra a servidora, os órgãos comunicaram a rede de proteção e acompanharam a família. “Os atendimentos e solicitações que o conselho precisa fazer foram feitos, mas não cabe a nós investigar e nem sempre as crianças são afastadas definitivamente da genitora, existe um prazo para esse acolhimento”, pontuou.

De acordo com o delegado Luís Fernando Mesquita, a polícia adotou as providências legais e formalizou o auto de prisão em flagrante tanto para a mãe da adolescente quanto para o mecânico suspeito de praticar o estupro. Os dois optaram pelo silêncio durante o depoimento.

“Foram requisitados os exames periciais pertinentes, inclusive Exame de Sexologia Forense e Exame de Lesões Corporais, sem prejuízo da realização de outras diligências necessárias e da elaboração das peças cartorárias correspondentes”, disse em nota.

Já a delegada titular da DAM, Isabelle Sentinelo, explicou que a denúncia do dia 28 de abril já havia sido feita pelo 180. E o inquérito foi instaurado assim como o pedido para depoimento especial da adolescente em juízo e está sendo investigado.

A polícia  representou pela conversão da prisão preventiva dos suspeitos que devem passar por custódia na tarde desta terça-feira.

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Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.