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Interior

Solto há 2 meses, envolvido na morte de comerciante é preso com cocaína

Em maio, o juiz concedeu liberdade ao rapaz alegou falta de provas na participação direta na morte e que o rapaz havia praticado receptação

Por Danielle Valentim | 19/07/2018 08:01
Além de pedras de pasta base de cocaína, Walerson tinha buscado na fronteira 217 quilos de maconha. (Foto: JNE)
Além de pedras de pasta base de cocaína, Walerson tinha buscado na fronteira 217 quilos de maconha. (Foto: JNE)

Walerson Ozório, de 22 anos, envolvido no latrocínio comerciante Ronaldo Batista, em 2017, foi preso por equipe do Getam (Grupamento Especializado Tático de Ações Motorizadas), nesta quarta-feira (18), com pedras de pasta base de cocaína, porções prontas para a venda e 217 quilos de maconha, no Jardim Campanário, em Anastácio, a 135 km de Campo Grande. O jovem foi solto há dois meses, depois que o juiz Luciano Pedro Beladelli entendeu que o rapaz praticou receptação e não participou diretamente da morte.

Na época do crime, Walerson foi apontado pelos adolescentes usados no crime, como a pessoa que teria encomendado o veículo da comerciante. O outro envolvido, Alexandre Albuquerque da Cunha de 22 anos, e que sabia dirigir, foi ao local do crime e pegou o carro da vítima, entregando para Walerson que, por sua vez, ao perceber a repercussão do crime, tentou se desfazer. Ele teria pedido o automóvel por R$ 5 mil.

Walerson passou a responder por receptação, Alexandre foi condenado pelo roubo, bem como um dos adolescentes internado como um dos executores. Outro jovem que participou do crime foi encontrado morto, supostamente após ter cometido suicídio, na Unidade Educacional de Internação de Corumbá.

Nova Prisão - Durante patrulhamento do Getam, no Jardim Campanário, os policiais receberam denúncias de que na Rua João de Queiroz haveria uma boca de fumo. Os policiais foram até o endereço e durante aproximadamente 30 minutos de campana, visualizaram movimentos de entrada e saída de pessoas.

Em seguida, Walerson entrou em um veículo que estava estacionado em frente a casa e quando saiu foi abordado pela equipe policial. O rapaz entrou em contradição por diversas vezes dizendo que morava no Bairro Nova Aquidauana, porém ao ser informado sobre o monitoramento admitiu morar no endereça.

Em vistoria, os militares encontraram na cozinha em um pote de achocolatado, uma sacola contendo diversas pedras de pasta base de cocaína em seu estado bruto, que após pesagem totalizou aproximadamente 18 gramas, assim como 5 paradinhas prontas para a comercialização.

Indagado onde teria adquirido o entorpecente, o acusado relatou que teria pego 100 gramas da substância pelo valor de R$ 750 reais no início do mês na cidade de Corumbá, e que essas 18 gramas que sobraram renderiam aproximadamente 120 trouxinhas de pasta a base de cocaína prontas para comercialização revendidas pelo valor de R$ 10 reais.

“A casa caiu” - Durante a abordagem policial, Walerson recebeu uma ligação em que outra pessoa questionava se encomenda da fronteira estaria guardada. O suspeito tentou se explicar, entrou em contradição e confessou que ao lado de sua casa tinha 217 quilos de maconha. Walerson e a droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Anastácio.

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