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Interior

Suplente é empossado em vaga de vereador afastado por violência doméstica

Edson Antônio de Souza substitui o médico Diogo Castilho, que enfrenta processo de cassação

Por Helio de Freitas, de Dourados | 14/09/2021 12:44
Edson de Souza (à direita) com o presidente da Câmara Laudir Munaretto. (Foto: Valdenir Rodrigues)
Edson de Souza (à direita) com o presidente da Câmara Laudir Munaretto. (Foto: Valdenir Rodrigues)

O empresário e suplente de vereador Edson Antônio de Souza (DEM) foi empossado nesta terça-feira (14), na Câmara de Dourados (cidade a 233 km de Campo Grande). Pelo menos, por 90 dias, ele vai ocupar a vaga do vereador Diogo Castilho, do mesmo partido, afastado ontem, por ser alvo de processo de cassação por quebra de decoro.

Médico de 36 anos de idade, Diogo é acusado de violência doméstica. Preso em flagrante no dia 4 deste mês, acusado de agredir fisicamente e ameaçar de morte a noiva, de 27 anos, ele passou uma semana recolhido na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e saiu no sábado (11), beneficiado por liminar do Tribunal de Justiça.

Na primeira eleição que disputou na vida, em novembro do ano passado, Edson de Souza recebeu 979 votos e ficou com a primeira suplência do Democratas. Empossado pelo presidente da Câmara de Dourados, Laudir Munaretto (MDB), o agora vereador fez juramento ao lado da esposa e dos filhos.

Laudir Munaretto deu boas-vindas ao vereador e desejou êxito para conseguir colocar em prática os compromissos que assumiu com a população durante a campanha eleitoral.

Após o juramento, Edson Souza e o presidente da Casa assinaram o termo de posse. O vereador também recebeu edição do Regimento Interno da Casa, da Lei Orgânica do Município e o broche do Legislativo Municipal.

Edson Souza citou a trajetória “de boia-fria a vereador”, como fator importante para o aprendizado de vida e que levará para a nova função. Prometeu “dedicação, amor, respeito às famílias e aos cidadãos douradenses”, durante o período no cargo.

Afastado – Assim como a instauração da Comissão Processante, o afastamento de Diogo Castilho foi aprovado por unanimidade pelos 18 vereadores com direito a voto. Apenas o acusado ficou impedido de votar.

Presidida pela vereadora Maria Imaculada Nogueira (PP) – aliada de Diogo Castilho –, a comissão tem como relator Creuzimar Barbosa (DEM) e como membro o vereador Daniel Junior (Patriotas). Os nomes foram definidos em sorteio.

A Comissão Processante tem 90 dias para apresentar relatório final da suposta quebra de decoro parlamentar relacionada à acusação de violência doméstica. Se for considerado culpado, Diogo Castilho perde o mandato. O inquérito na esfera policial continua em andamento.

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