Suspeito de mandar matar ex-presidiário por desvio de droga é alvo de buscas
Polícia apreendeu celulares e documentos na casa de um homem de 47 anos, residente em Ponta Porã

A Polícia Civil apreendeu celulares e documentos em endereços ligados a um homem de 47 anos, morador em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, suspeito de ser o mandante do assassinato do ex-presidiário Leandro Roberto de Oliveira, de 42 anos, ocorrido no dia 21 de novembro de 2025, em Dourados.
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As buscas, autorizadas pela Justiça, ocorreram nesta quinta-feira (11) e foram conduzidas pelo delegado Lucas Alvé Veppo, com apoio de equipes da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã e da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Campo Grande.
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Na casa do suspeito, os policiais também apreenderam várias caixas de dispositivos telefônicos, cartões de operadoras, documentos e outros materiais considerados relevantes para as investigações. No local, a polícia encontrou ainda uma carabina de pressão, uma pistola calibre 380 registrada e munições do mesmo calibre, além de outros objetos que serão periciados.

O assassinato – Leandro de Oliveira dirigia uma caminhonete Amarok prata na companhia da esposa e outras duas pessoas, seguindo do Jardim Guaicurus em direção à Rua Coronel Ponciano, na região sul de Dourados.
No momento em que a caminhonete fazia conversão à direita para entrar na MS-156 (prolongamento da Coronel Ponciano), dois homens de moto emparelharam com a Amarok e dispararam vários tiros na direção do condutor. Leandro foi levado no próprio veículo até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida.
Entre 31 de março e 1º de abril, a Polícia Civil cumpriu 12 mandados de busca e apreensão contra alvos da organização em Dourados, Presidente Prudente (SP) e Itapema (SC). Celulares, uma pistola 9mm, cadernos de anotações e computadores foram apreendidos.
No dia 22 de abril, a polícia divulgou imagens dos pistoleiros, captadas por câmeras de monitoramento quando a dupla vigiava a casa de Leandro. O Campo Grande News apurou na época que a ordem para matar Leandro partiu da própria organização criminosa da qual ele fazia parte.
Além de culpá-lo pela apreensão de 185 quilos de cocaína do bando, ocorrida dias antes do assassinato, no Parque Alvorada, em Dourados, os chefes da quadrilha suspeitavam que Leandro havia desviado parte da carga.
Conforme o delegado, elementos já apurados pela Polícia Civil indicam possível relação do crime com atividades vinculadas ao crime organizado. As investigações permanecem em andamento para a elucidação do caso. Os dois autores materiais do crime seguem foragidos.
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