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Interior

Técnicos descartam risco iminente em ponte após impacto de comboio em Corumbá

Agesul divulgou conclusão com base em análise inicial, mas fará outra mais aprofundada

Por Cassia Modena | 01/09/2026 11:05
Técnicos descartam risco iminente em ponte após impacto de comboio em Corumbá
Rebocador que conduzia barcaças bateu num dos pilares da ponte (Foto: Divulgação/Folha MS

A ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, passa por avaliação prévia pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e por perícia da Marinha do Brasil nesta terça-feira (1º), após um comboio de barcaças colidir contra sua estrutura de proteção. O acidente ocorreu por volta das 13h30 de ontem (31).

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Comboio de barcaças da empresa Lhg Mining colidiu contra a estrutura de proteção da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, na segunda-feira (31). A Agesul informou que análise inicial não encontrou danos estruturais. A Marinha do Brasil abriu inquérito para apurar causas e responsáveis. A ponte passa por obras de recuperação avaliadas em R$ 11,5 milhões e o tráfego segue liberado pelo sistema pare e siga.

A responsável pelas flutuantes é a empresa LHG Mining, que explora a mineração no município e integra o grupo J&F, o mesmo que controla a JBS.

Em nota enviada nesta manhã, a Agesul informou que uma análise inicial feita por técnicos não encontrou danos estruturais na ponte, "não havendo nenhum risco iminente", frisa.

"Como o dolphin (estrutura de proteção) amorteceu grande parte do impacto, não houve danos maiores. Mesmo sem risco aparente, por medida de segurança, técnicos da empresa responsável pelas obras na ponte, além da Marinha do Brasil, irão realizar inspeção aprofundada no local", concluiu a Agência.

Questionada sobre as apurações em andamento sobre o incidente, a Marinha reforçou que, junto à CFPN (Capitania Fluvial do Pantanal), conduz inquérito administrativo sobre acidentes e fatos de navegação para apurar circunstâncias, causas e eventuais responsabilidades.

"Durante a apuração, serão colhidos os elementos necessários ao esclarecimento dos fatos, incluindo depoimentos, documentos e demais informações consideradas pertinentes. Neste momento, não é possível antecipar conclusões acerca das causas ou atribuir responsabilidades pelo incidente, uma vez que esses aspectos serão objeto do referido inquérito. A CFPN acompanha a situação e adotará, no âmbito de suas atribuições, as medidas necessárias à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana na região", esclareceu em nota divulgada no dia do acidente.

Em obras - A ponte passa por obras de recuperação com custo estimado em R$ 11,5 milhões. Elas são realizadas por empresa contratada pela Agesul, em acordo de cooperação técnica com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). A intervenção inclui reforma de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte.

Técnicos descartam risco iminente em ponte após impacto de comboio em Corumbá
Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá durante interdição parcial (Foto: Divulgação/Governo de MS)

O tráfego continua liberado pelo sistema pare e siga, ainda conforme a pasta estadual. As obras também seguem.

Como foi - O comboio atingiu diretamente os dolphins e depois resvalou num pilar da ponte, detalhou também a Agesul. Não há registro de feridos e ainda não foram divulgadas informações sobre a carga transportada pelas barcaças.

O Campo Grande News perguntou à LHG Mining sobre um possível excedente de peso ter causado o incidente. Em nota, a assessoria de imprensa afirmou que "as causas da ocorrência estão em investigação, e a LHG está empenhada na apuração dos fatos".

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