MS soma R$ 3,4 bilhões entre obras entregues e novos projetos
Balanço reúne R$ 1,6 bilhão em entregas e R$ 1,8 bilhão em projetos autorizados

O Governo de Mato Grosso do Sul afirma ter inaugurado R$ 1,6 bilhão em obras e autorizado outros R$ 1,8 bilhão em investimentos entre abril e o início de julho. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (1º) pelo secretário estadual da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, durante entrevista à Rádio Massa FM.
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Segundo o secretário, os R$ 3,4 bilhões estão distribuídos entre obras entregues e projetos em execução nos municípios. No período, o governador Eduardo Riedel esteve em 62 cidades. O levantamento inclui ainda mais de 14 estradas e aproximadamente 800 quilômetros de obras rodoviárias em andamento.
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Walter atribuiu os investimentos à situação fiscal do Estado e ao modelo adotado pelo programa MS Ativo Municipalismo. A iniciativa reúne demandas apresentadas por prefeitos, vereadores e lideranças locais para definir obras e ações nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico.
“O governador vai aos municípios, conversa com as lideranças e conhece as demandas”, afirmou. Segundo Walter, a proposta é evitar que a definição dos investimentos fique concentrada apenas em Campo Grande.
Durante a entrevista, o secretário também citou a expansão de 13,4% do Produto Interno Bruto estadual registrada em 2023 e os indicadores de gestão fiscal, transparência e digitalização. Para ele, o crescimento da economia amplia a capacidade do poder público de executar obras e oferecer serviços.
Outro ponto destacado foi o saneamento básico. O governo pretende ampliar a coleta e o tratamento de esgoto nos municípios, mas o secretário não apresentou, durante a entrevista, novos valores, prazos ou metas específicas para essa expansão.
Walter também apontou a instalação de indústrias e a implantação da Rota Bioceânica como fatores que poderão aumentar a movimentação econômica e logística de Mato Grosso do Sul. O corredor rodoviário ligará o Brasil aos portos do Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina, e é considerado estratégico para reduzir distâncias entre a produção sul-mato-grossense e o mercado asiático.
Apesar do volume de recursos anunciado, o desafio será assegurar que as obras autorizadas sejam concluídas dentro dos prazos e que os investimentos se traduzam em melhoria efetiva dos serviços públicos. O resultado dessa política dependerá não apenas dos valores apresentados, mas da execução, da fiscalização e do impacto concreto em cada município.

