A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

17/10/2011 12:29

Tiro que atingiu cabeça de comandante não partiu da arma de acusado

Ângela Kempfer
Tenente (a esquerda) no dia 9 de setembro, quando assumiu comando em Cassilândia. (Foto: A Trinuna News)Tenente (a esquerda) no dia 9 de setembro, quando assumiu comando em Cassilândia. (Foto: A Trinuna News)

O tiro que atingiu a cabeça do comandante da Polícia Militar, tenente Mário José Eufrásio da Silva, de 49 anos, é de calibre diferente ao da arma do soldado Adriano Paulo da Silva, de 34 anos, acusado do assassinato.

Eufrásio morreu no sábado, em Cassilândia, após ser chamado para resolver uma ocorrência na casa de Adriano, conhecido como Paulão.

O comandante foi atingido por 3 tiros. Da arma do suspeito partiram 2 balas calibre 38, que atingiram o abdome de Eufrásio.

Da cabeça, foi retirada munição calibre .40, a mesma utilizada pelos dois soldados que no dia do crime estavam em serviço e também foram até a casa de Paulão, depois que a esposa dele procurou o quartel da PM para denunciar violência doméstica.

Em depoimento, um dos soldados admitiu ter disparado, na tentativa de imobilizar Paulão, que atirava contra o comandante. “Eles estavam muito chocados e, inclusive, choraram durante o depoimento”, conta o delegado Rodrigo de Freitas.

Ele já ouviu os 4 PMs que estavam na casa no momento do crime. Os soldados que atenderam primeiro a ocorrência disseram que Paulão estava alterado e aparentando embriaguez.

O acusado não autorizou exame de alcoolemia e preferiu ficar calado, sem prestar qualquer esclarecimento ao delegado. No mesmo dia foi transferido para o Presídio de Trânsito, em Campo Grande.

Outro que já prestou depoimento foi o sargento chamado pelo próprio Paulão para ir até a residência do casal, para cuidar do filho de 1 ano, já que é amigo da família.

O sargento e o comandante estavam de férias, por isso ambos não tinham armas. A esposa de Paulão, que não estava na casa quando o assassinato ocorreu, ainda não prestou depoimento.

Um dos pontos que ainda precisam ser esclarecidos é como foi a discussão entre Paulão e o comandante que antecedeu os disparos.

Caso os laudos confirmem que a bala que matou o tenente partiu de um dos soldados da equipe em serviço, Paulão pode responder apenas por tentativa de homicídio. Na arma dele haviam 7 balas, seis foram deflagradas.

Os exames de balística serão feitos em Campo Grande e os resultados devem ficar prontos em uma semana.

A ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) divulgou nota de pesar pelo falecimento do tenente Eufrásio.

Policial militar desde 1983, o comandante – natural de Uberlândia (MG), era casado, tinha três filhos e três netos. Ele foi transferido há menos de 40 dias para Cassilândia, no dia 9 de setembro. Antes, trabalhava em Chapadão do Sul.

“É com profunda dor que lamentamos esse momento trágico não só para a instituição, mas para toda a sociedade sul-mato-grossense. Rogamos para que Deus conforte seus entes queridos”, lamentou Edmar Soares, presidente da ACS.



São os labirintos de uma profissão que não é valorizada como deveria. O Tenente Eufrázio, estava prestes a se aposentar e com certeza já imaginava brincando com seus netos em uma praia, deixando para traz a vida atribulada de Policial Militar. Com certeza esse pai, avô, esposo e amigo, mirava no último dia de serviço policial. Infelizmente o destino escreveu uma outra história com um triste fim.
 
VALTER ANTUNES em 18/10/2011 11:25:02
Não o conheci pessoalmente, só de ouvir falar, segundo os comentários era excelente comandante.
Temos que esperar a conclusão das investigações para termos certeza do que realmente aconteceu naquele dia.
Tenho certeza, que não era intenção de nenhuma das partes envolvidas, que acontecesse essa tragédia.
O perdão cura a alma.
Fica os meus cumprimentos aos familiares.
 
thania regina de jesus correa em 18/10/2011 11:15:59
resumindo queima de arquivo que envolvem todos inclusive a mulher de paulão por simulação justiça neles.
 
fabio ferreira de soouza em 18/10/2011 07:44:02
lamento muito este ocorrido pois o tenente foi cumprir uma função de comando e perdeu a vida,, tem que apurar e punir com rigor o culpado ou os culpados,, mais me parece que tem mosquito nesse angu.. a conferir..
 
carlos borges em 17/10/2011 09:23:50
Faço a pergunta como o Artemio Silva.e se não foi isso,a culpa agora é da guarnição e não de quem começou a ocorrência,esse tal de Paulão que pelo nome já quer impor medo.
 
LUIZ CARLOS em 17/10/2011 08:22:35
ainda deve-se investigar o dito cujo "paulao", é só puxar a capivara dele que vão encontrar um monte de transgressoes disciplinares, inqueritos policiais, dentre outros, pq ele foi parar em uma cidade do interior, é bem do feitio dos comandados que tem comandantes nas maos serem trasnferidos para o interior para abaixar a poeira, cabe ao pessoal da charlie investigar com todo rigor. fica a dica!
 
jose carlos em 17/10/2011 05:35:39
É com muito pesar e tristeza que faço este comentário, agora que a estamos tão bem, sendo valorizados, com um Cmdo Geral competente, lutando pela classe, conheci o Ten Eufrásio quando era Sargento, hoje já era 1º Ten, com 28 anos de serviço, preste a se aposentar. Fica a pergunta, porque não agiram com o dever de ofício, diante do primeiro disparo, sabendo que a vítima estava sem ter como reagir?
 
Jorge Mariano em 17/10/2011 04:58:05
Eufrásio era meu irmão eu preciso saber: qual a distância entre o disparo e a vítima para que o tiro seja considerado a queima -roupa? Na têmpora esquerda tinha o sinal da bala e as queimaduras; meu irmão tinha 1,68m, Paulão cerca de 1,80m, quem atirou de tão curta distância era cego?
 
Maria Aparecida Eufrásia da Silva em 17/10/2011 02:08:07
Fica a dúvida, pelo menos para mim o tenente teria sido levado para uma emboscada?
 
Artemio Silva em 17/10/2011 02:05:41
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions