Jerry Espíndola celebra 43 anos de carreira com álbum inédito e show gratuito
“40 Tons” reúne novas parcerias, experimentação sonora e participação de grandes nomes da música brasileira

“Nunca vai mudar o prazer e a vontade de fazer música.” A frase dita por Jerry Espíndola resume não apenas o espírito do novo álbum 40 Tons, mas também a trajetória de um dos artistas mais inquietos e produtivos da música sul-mato-grossense. O disco marca a celebração dos 43 anos de carreira do compositor e ganha lançamento oficial em show gratuito na próxima quinta-feira (26), às 20h, no Teatro Prosa, no Sesc Horto, em Campo Grande.
RESUMO
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Caçula da família Espíndola, Jerry chega ao 12º álbum — entre trabalhos solos e coletivos — reafirmando a disposição constante para experimentar sons e dialogar com diferentes gerações. O novo projeto reúne 12 faixas, sendo dez inéditas, compostas em parceria com dez autores distintos, conectando nomes contemporâneos a compositores consagrados, como Chico César.
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Uma das novidades do álbum está justamente no processo de produção. Pela primeira vez, Jerry convidou quatro produtores musicais para dividir a criação sonora do disco: Bruno Villa Maior, Alex Cavalheri, Júlio Queiroz e Ju Souc, cada um responsável por três faixas. O trabalho chega às plataformas digitais à meia-noite do dia 27 de fevereiro e contará ainda com lyric vídeos e clipes para todas as músicas, ampliando a proposta audiovisual do projeto.
Encontros que viram canção
As parcerias são o eixo central de 40 Tons. Para Jerry, compor acompanhado amplia horizontes e transforma o processo criativo. “Quando componho sozinho, fica algo mais pessoal. Já a parceria cria uma situação coletiva. Sempre encontro novos artistas e isso naturalmente traz novos caminhos”, explica.
O álbum reúne colaborações com parceiros históricos, como Alzira E — com quem assina quatro canções — além de Arruda, Anelis Assumpção, Adriano Magoo e Rodrigo Teixeira. Também surgem encontros com artistas da nova geração, como Magno Abreu e Luana Fernandes.
Entre as histórias marcantes do disco está a faixa Teu, composta com Chico César. Jerry relembra que entregou um poema escrito em um guardanapo durante um encontro casual. Meses depois, recebeu a música pronta por e-mail. “Foi um privilégio enorme”, recorda.
Participações e afetos
O trabalho também se destaca pelas participações especiais, que ampliam o caráter afetivo do projeto. Geraldo Espíndola canta em Caia no Samba; Alzira E e Marina Peralta dividem os vocais em Para Não Haver Prisão; Luana Fernandes participa de Blusa Amarela; Ruschel aparece em Me Queira; e Raphael Vital toca viola em Blusa Amarela e Velho Hospício, faixa que ainda traz Tetê Espíndola.
O músico paraguaio Orlando Bonzi assina violões e vocais em Teu, reforçando o diálogo regional que sempre marcou a trajetória do artista.
Olhar no presente
Ao revisitar a própria história, Jerry aponta 1982 como o ponto inicial, quando subiu ao palco pela primeira vez. Quatro décadas depois, o sentimento é de continuidade. “Tenho sensação de dever cumprido, mas ainda há muito a fazer. O importante é estar no presente, acompanhando a cena e criando agora”, afirma.
No show de lançamento, o músico sobe ao palco acompanhado por Sandro Moreno (bateria), Rodrigo Teixeira (baixo), Gabriel Andrade (guitarra) e Júlio Queiroz (teclados e guitarra). Participações de Raphael Vital, Ruschel e Ana Lua também estão previstas.
O álbum Jerry Espíndola – 40 Tons será lançado pelo selo Orum Sounds, do produtor sul-mato-grossense Vinil Moraes, responsável também pela distribuição do trabalho nas plataformas digitais — mais um capítulo na trajetória de um artista que segue provando que a música, para ele, nunca foi passado, mas movimento contínuo.

