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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

24/06/2019 14:30

TJ concede liminar e ex-vereador preso em caso de “mensalinho” será liberado

Osvalmir Nunes está desde novembro no Centro de Triagem da Capital por suspeita de receber valores para apoiar prefeito

Humberto Marques
Osvalmir Nunes, o Baguá, cassado em 2 de abril pela Câmara. (Foto: Pérola News/Reprodução)Osvalmir Nunes, o Baguá, cassado em 2 de abril pela Câmara. (Foto: Pérola News/Reprodução)

Por unanimidade, a 1ª Turma do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) decidiu nesta segunda-feira (24) conceder habeas corpus ao ex-vereador Osvalmir Nunes, o Baguá, de Ladário –a 419 km de Campo Grande–, preso desde novembro de 2018 durante investigações sobre um esquema de “mensalinho” mantido para garantir apoio ao então prefeito Carlos Ruso. Nunes e Ruso foram cassados por conta do esquema.

A cassação foi justamente o fator apontado pela defesa de Nunes para garantir a liberdade a Nunes. “Com a perda do mandato não existe mais a alegada possibilidade de ele ter comandado ou participado de nada, ou mesmo de influenciar algo sobre as investigações”, sustentou o advogado Ronaldo Franco.

Nunes é um dos ocupantes da cela 17 do Centro de Triagem Anizio Lima, em Campo Grande, e aguarda expedição do mandado de liberação. A sentença do TJMS prevê medidas cautelares para garantir a liberdade do denunciado, que foi o primeiro dos sete vereadores de Ladário a serem cassados em decorrência do esquema investigado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que foi às ruas em 26 de novembro de 2018 para efetuar prisões e apreensões.

As apurações apontaram pagamentos entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil mensais a vereadores para integrarem a base de Ruso, atuando para barrar investigações e apoiarem projetos de interesse do prefeito na Casa. Eles também foram beneficiados com indicações na Secretaria Municipal de Educação. Os vereadores Fábio Peixoto (PTB), Jonil Junior (PMN) e Daniel Benzi (MDB) colaboraram com as apurações.

A cassação de Nunes se deu em 2 de abril, durante sessão da Câmara, da qual ele participou por videoconferência, mas não se manifestou. Nove dos 11 vereadores decidiram pela perda de mandato.

Além dele e do prefeito, também perderam os mandatos na Câmara a pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB) e Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN). O ex-secretário de Educação de Ladário, Helder Botelho, também foi preso.

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