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Campo Grande, Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

16/11/2019 11:17

Velório é interrompido e corpo de menina afogada recolhido para perícia

Para a Polícia Civil, houve equivoco por parte da equipe médica que liberou o corpo a família antes de comunicar autoridades

Liniker Ribeiro
Eloíza Daiane Ocampo Brito tinha apenas 1 ano 2 meses (Foto: Arquivo pessoal)Eloíza Daiane Ocampo Brito tinha apenas 1 ano 2 meses (Foto: Arquivo pessoal)

O velório da pequena Eloíza Daiane Ocampo Brito, de 1 ano e 2 meses, precisou ser interrompido na noite de ontem (15) pela Polícia Civil de Porto Murtinho, a 431 quilômetros da Capital. A intervenção foi necessária para realização de perícia no corpo da menina, que teria morrido afogada ao cair em um balde, horas antes.

Ao Campo Grande News, o delegado João Cleber Dorneles revelou que a remoção do corpo da vítima foi necessária devido a um equivoco por parte da equipe médica, que liberou o corpo a família da menina para realização do velório sem antes comunicar a polícia.

“Quando a criança falece por motivo de acidente, violência ou afogamento, o hospital deve comunicar as autoridades. Mas, por algum equivoco no procedimento, acabaram passando por cima disso”, explicou.

Segundo Dorneles, a interrupção aconteceu por volta das 20h30 e o velório estava sendo realizado na casa da família da criança, localizada no bairro Salim Cafure Filho. “Explicamos aos pais e familiares e encaminhamos para perícia”, complementou o delegado.
Ainda de acordo com ele, o corpo foi encaminhado para Dourados, onde exames de necropsia serão realizados. Somente depois disso é que o velório de Eloíza deve ser retomado

O caso – O acidente ocorreu por volta das 16h. De acordo com a Rádio Alto Paraguay, a vasilha era destinada a porcos criados pela família onde a criança estava com a mãe. As duas são moradoras da região rural do município e estavam passando a semana na cidade.

As primeiras informações apontam que a mãe foi colocar outra criança para dormir dentro de casa, enquanto Eloíza teria ficado no quintal com a avó. Em determinado momento, a criança caiu no vasilhame. O Corpo de Bombeiros acredita que ela tenha ficado de 5 a 10 minutos sem respirar.

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