ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, QUARTA  15    CAMPO GRANDE 27º

Interior

Justiça manda União eliminar focos de dengue em barcos abandonados

Embarcações acumulam água no Rio Paraguai e representam risco ambiental e sanitário

Por Viviane Oliveira | 15/07/2026 10:49
Justiça manda União eliminar focos de dengue em barcos abandonados
Água parada em piscina de barco abandonado favorece proliferação do mosquito da dengue (Foto: reprodução/processo)

A Justiça Federal determinou que a União adote medidas emergenciais para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti em quatro embarcações abandonadas no Rio Paraguai, na região do Porto Geral de Corumbá. A decisão atende pedido do MPF (Ministério Público Federal), que apontou risco à saúde pública e ao meio ambiente devido ao estado de abandono dos barcos.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Justiça Federal determinou que a União tome medidas emergenciais em 48 horas para eliminar focos do Aedes aegypti em quatro embarcações abandonadas no Rio Paraguai, em Corumbá. Os barcos La Barca Pantaneira, La Barca, Corumbi News e Riomar apresentam porões alagados e piscina a céu aberto. A decisão atende pedido do MPF, que aponta risco à saúde pública em Mato Grosso do Sul, estado que registrou 17 mortes por chikungunya em 2025.

Pela decisão, a União terá 48 horas para aplicar larvicidas, vedar aberturas e cobrir os locais com acúmulo de água nas embarcações. Em até cinco dias úteis, também deverá drenar os porões e eliminar os criadouros do mosquito nos barcos La Barca Pantaneira, La Barca, Corumbi News e Riomar, seguindo orientações da Autoridade Marítima.

Além das medidas emergenciais, a Justiça fixou prazo de 30 dias para que a União apresente um plano técnico de remoção das embarcações, com cronograma e medidas de proteção ambiental. Depois da aprovação judicial, a retirada dos barcos deverá começar em até 90 dias, com envio de relatórios mensais sobre o andamento dos trabalhos.

A decisão também determina que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apresente, em 30 dias, informações sobre a elaboração do Plano de Área Corumbá-Ladário. O órgão ainda deverá comunicar o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e a Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) para adoção das providências previstas pela Justiça.

A ação civil pública foi proposta pelo procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida, em abril deste ano, mas a investigação começou em maio de 2022, após a FMAP (Fundação do Meio Ambiente do Pantanal) alertar para os riscos causados pelas embarcações abandonadas na orla portuária.

Durante a apuração, a Marinha do Brasil constatou corrosão avançada nas estruturas e a presença de resíduos de óleo, indicando risco de contaminação do Rio Paraguai. Já relatórios da Polícia Militar Ambiental apontaram que os barcos possuem porões alagados e até uma piscina a céu aberto, locais que se transformaram em criadouros do Aedes aegypti.

Na decisão, a Justiça destaca que o problema extrapola a questão ambiental e representa ameaça à saúde pública. O magistrado cita o cenário epidemiológico de Mato Grosso do Sul, que registrou 17 mortes por chikungunya em 2025, tendo Corumbá como o principal foco da doença.

No mérito da ação, o MPF pede que a decisão seja mantida em definitivo. O órgão também solicita a condenação da União ao pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo e que o Ibama seja obrigado a elaborar e implementar o Plano de Área para o Porto Geral de Corumbá. Se a indenização for acolhida pela Justiça, os recursos serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Justiça manda União eliminar focos de dengue em barcos abandonados
Interior de embarcação abandonada com acúmulo de água parada (Foto: reprodução do processo)

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.