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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

30/10/2019 18:00

Vistoria da Defesa Civil indica risco de novos desabamentos em barragem

Parte de estrutura às margens do Rio Paraguai cedeu e, segundo o tenente Landis Dorneles, existe chance de novos acidentes

Gabriel Neris
Equipe da Defesa Civil durante vistoria na estrutura que cedeu às margens do Rio Paraguai (Foto: Divulgação)Equipe da Defesa Civil durante vistoria na estrutura que cedeu às margens do Rio Paraguai (Foto: Divulgação)

A Defesa Civil realizou vistoria na estrutura do aterro de contenção às margens do Rio Paraguai, em Porto Murtinho, localizado a 431 km de Campo Grande, e recomendou o decreto de situação de emergência para que a Prefeitura consiga recursos que garantam a manutenção no local. Há riscos de novos desabamentos, segundo o tenente Landis Dorneles Pereira, gerente Administrativo e de Logística da Defesa Civil.

A vistoria foi realizada na tarde desta quarta-feira (30) juntamente com o Corpo de Bombeiros e engenheiros da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

“Visto que a prefeitura não dispõe de recursos para custear a obra de reconstrução, desta forma tentará recursos na esfera estadual como federal”, comentou o tenente.

Segundo o tenente, ainda não é possível saber o valor dos recursos necessários para a obra. “A Agesul irá realizar uma sondagem técnica do terreno visando à reconstrução, bem como a devida manutenção para evitar que ocorra em outros locais. Foi ainda orientado interdição do local para evitar riscos de acidentes”, completou.

O Campo Grande News procurou o prefeito Derley Delevatti (PSDB), mas as ligações não foram atendidas.

Na quarta-feira, o chefe do Executivo municipal afirmou que o local recebia pequenos reparos por não ter técnicos capacitados para maiores intervenções. “A gente já tinha pedido vistoria do governo e da União devido à complexidade da obra. O que a gente faz são reparos simples”, disse.

O prefeito afirmou que a estrutura não afeta o dique do rio, distantes 20 metros do local. Segundo ele, o que caiu foram as placas colocadas na margem do rio para que a água não chegue ao rio. “O nível do rio normalmente varia de 5 a 5,5 metros e agora está em 2,7 metros, ideal para que os consertos sejam feitos sem grandes riscos de erosão”.

O acidente ocorreu na segunda-feira. A área fica em uma parte mais profunda do rio, próximo da estação de captação de água da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

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