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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

07/07/2016 13:27

Investigados teriam negociado aeronave com produtor de Mato Grosso

Polícia Federal deflagrou a terceira fase da operação, que investiga desvio de recursos

Mayara Bueno
Avião teria sido adquirido por investigados na Lama Asfáltica. (Foto: Divulgação PF)Avião teria sido adquirido por investigados na Lama Asfáltica. (Foto: Divulgação PF)

Um dos aviões alvo de mandado de busca pela PF (Polícia Federal), na terceira fase da Lama Asfáltica, teria pertencido a um produtor de algodão de Rondonópolis (MT), onde a Polícia Federal também cumpriu mandados nesta quinta-feira (7). Em Campo Grande, a ação resultou novamente na prisão do ex-secretário de Obras, Edson Giroto, e de seu cunhado, Flávio Henrique Garcia Scrocchio. Também houve ordem de prisão contra o empresário João Amorim, mas ele não foi encontrado em casa e é considerado foragido pela Justiça.

De acordo com informações do Agora MT, site de notícias de Rondonópolis, à Polícia, o empresário do Mato Grosso - que teve o nome preservado pelo advogado - disse que teria feito uma permuta com os investigados na operação. Em troca do avião, bimotor e fabricado em 2010, ele teria recebido outra aeronave, que seria mais potente. 

Nesta manhã, a Polícia Federal explicou que um dos aviões foi apreendido no Aeroporto Santa Maria, na Capital, e custaria R$ 350 mil, enquanto a segunda aeronave estaria em uma cidade do interior de Mato Grosso e seria de R$ 2 milhões. Sobre as pessoas que teriam vendido os aviões, a Polícia Federal afirmou que não há investigação, mas assegurou que será avaliada se a compra e venda foi feita de boa fé.

Ainda de acordo com a reportagem, o produtor mora atualmente no Paraná. Ele possui fazendas nas regiões Sul e Oeste de Mato Grosso e já foi diretor da Ampa (Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão).

A nova fase, chamada de Aviões de Lama, foi desencadeada após a análise da documentação apreendida na segunda ação da operação, em maio, quando foi constatado que os investigados estavam revendendo bens de alto valor e pulverizando esses montantes para diversas pessoas, como forma de ocultar a origem do dinheiro. Nesta ação, foi identificada a suspeita de sonegação de R$ 20 milhões em impostos e rastreado duas aeronaves negociadas pelos suspeitos.



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