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27/06/2013 10:03

Maior incineração feita no Estado dá fim a 36 toneladas de drogas

Luciana Brazil
Droga foi incinerada no frigorífico JBS. (Fotos:Simão Nogueira)Droga foi incinerada no frigorífico JBS. (Fotos:Simão Nogueira)

A Polícia Civil realizou na manhã de hoje (27) a maior incineração de drogas já feita no Estado. Foram mais de 36 toneladas de drogas incineradas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), no frigorífico JBS, em Campo Grande, na saída para Sidrolândia, na BR-060. O entorpecente é fruto de apreensões feitas nos últimos seis meses do ano por todas as forças policiais de Mato Grosso do Sul.

Grande parte da droga incinerada seria destinada a outros países, segundo a Polícia Civil.

Ao todo, foram incineradas 35 toneladas, 161 quilos e 227 gramas de maconha e haxixe, além de 206 quilos e 334 gramas de drogas químicas, o que inclui cocaína, pasta base de cocaína e crack.

De acordo com o coordenador de Perícias do Estado, Nelson Fermino Júnior, grande parte dos entorpecentes entram no país procedente da Bolívia e do Paraguai. “A cocaína é produzida na Bolívia e vem para o Estado. Já o Paraguai não é produtor, mas a cocaína que entra em Mato Grosso do Sul também vem de lá. Já a maior parte da maconha apreendida aqui vem do Paraguai.”

Por se tratar de um estado fronteiriço, Mato Grosso do Sul apreende grandes quantidades de droga. “A dependência química é um flagelo mundial e Mato Grosso do Sul não está livre disso. Por ser um estado de fronteira acaba sendo um local propício para o tráfico”, ressaltou o delegado titular da Denar, Marcos Takeshita.

O diretor geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas, frisou que a prevenção contra as drogas não é suficiente para combater o problema no Estado e deve haver também o trabalho de repressão ao tráfico de drogas.

Além das delegacias especializadas como a Defurv e Deaij, as apreensões foram feitas em cidades do interior como Nioaque, Itaporã, Jardim, Água Clara, Miranda, Selvíria, Bodoquena, Sidrolândia, Terenos, Rochedo e Ribas do Rio Pardo.

A droga foi levada ao frigorífico sob escolta de policiais civis. Estavam presentes no ato de incineração representantes do Dof (Departamento de Operações de Fronteiras), da Polícia Militar, do Ministério Público e PRF (Polícia Rodoviária Federal), além de outras entidades.

Investigação: Em conjunto com o trabalho da perícia, a Polícia Civil já consegue mapear a origem da droga que chega ao Estado. O trabalho inicia com a identificação de substâncias adicionadas à droga.

Já existem aproximadamente 15 substâncias catalogadas pela perícia, que são utilizadas nas drogas apreendidas no Estado.

“Para aumentar o volume e fazer a droga render mais, ou ainda para marcar o entorpecente como sendo seu, produtores acrescentam substâncias à cocaína. Analisando a droga que é apreendida nós conseguimos identificar essas substâncias e partir daí, repassar as informações para a polícia”, explica Nelson Firmino.

Segundo ele, esse trabalho é de “extrema importância”, já que as informações ajudam a traçar um mapa da região de origem da droga.

“Com isso, possivelmente, descobrimos os plantadores da droga e em que rota ela chega aoEstado. Essa incineração está sendo feita desde 2012 com autorização judicial e neste ano é a maior do Estado”, disse Razanauskas. 

O trabalho realizado pela Denar, segundo o delegado João Paulo Sartori, é baseado em dois focos: Prevenção e repressão.

O secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, que sempre comparece as incinerações não esteve presente na manhã de hoje. Segundo Razanauskas, Jacini precisou acompanhar o governador André Pucinelli (PMDB) em agenda pública.



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