Inconformada com perda repentina, família quer justiça em memória de Diego
Prima da vítima diz que a briga entre ele e Natthan, em março, não foi por conta de relacionamentos amorosos
Diego Alves dos Reis da Silva morreu no último dia 16 de março após desentendimento com Natthan Daniel da Silva, de 28 anos, que está preso e até agora, não falou sobre os fatos nem com a polícia. A família da vítima, entretanto, abriu as portas da casa onde morava com ele, na Rua da Poesia, porque ainda está inconformada com a situação e teme que o assassino seja solto.
RESUMO
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Diego Alves dos Reis da Silva, de 28 anos, foi morto em 16 de abril após uma discussão em um bar no bairro Vida Nova com Natthan Daniel da Silva, que está preso e se recusa a falar com a polícia. A família da vítima nega que a briga tenha sido por ciúmes e relata que Natthan retornou ao local armado após aparente reconciliação. Diego era descrito como o pilar da família e pai presente de uma filha de quatro anos. A defesa do suspeito já pediu três vezes a liberdade dele, todas negadas pela Justiça.
Pouco mais de um mês após a morte dele, familiares se reuniram para homenagear, mas também colocar a limpo, a história. Prima de Diego, Maria Eduarda Reis, 25 anos, estava com ele no bar onde ocorreu o crime, no bairro Vida Nova. Ela conta que Natthan chegou lá falando sobre uma briga que teve com outras pessoas no centro da cidade. Ele buscava aprovação de seus atos, mas Diego teria discordado.
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“Quando o Natthan chegou, ficou falando de uma briga que ele teve lá no centro e queria que a gente concordasse com o que ele estava falando. O Diego discordou. Começaram a discutir, mas a gente interviu e fizemos eles conversarem lá fora”, relembra emocionada. Ela chegou a fazer uma foto dos dois conversando.
Ela afirma que a briga entre os dois não foi por causa de mulher, como chegou a ser falado na época do crime. "Muita gente ficou falando que foi por mulher, por família, mas a única mulher que tava la era eu, que sou prima dele", desmente.
Maria Eduarda relata ainda que Natthan abraçou o colega e disse que “tá tranquilo” e que o problema tinha acabado ali. Todos pensaram que o assunto tinha acabado ali, mas o autor voltou até a conveniência e, desta vez, armado. Relatos revelam que Natthan foi direto na direção do amigo e o acertou. Na correria, acabou acertando mais 2 pessoas, uma delas com estilhaços.
Para a mãe da vítima, Maria José Alves dos Reis, o caso é muito triste e relembra a última vez que o viu. “Naquele dia ele foi num almoço de família, e quando chegou falou que ia pro pagode porque no dia seguinte ele ia viajar a trabalho. Falou “vou ali um pouco, daqui a pouco eu volto pra arrumar minhas coisas”, e foi a última vez que eu o vi”, contou.
Ela ainda conta que depois que o filho mais velho dela casou, Diego se responsabilizou pelas coisas da casa e até pelo cuidado com os outros quatro irmãos menores. “Era considerado o pilar e um pai para os irmãos mais novos”.
Quem também quis falar com a reportagem foi Stefani Lescano Matos, de 27 anos e amiga da vítima há 12 anos. Segundo ela, o amigo era um pai presente e exemplar. Tanto, que estava pagando um pacote de férias para viajar com a filha, de apenas quatro anos, para a praia. “Ele tinha sonho. Estava pagando o pacote pra viajar com a filha dele pra praia. Então assim, eu não acho justo o que aconteceu, a forma como ele foi (morto)”, detalha.
Reunida, a família fez camisetas e cartazes em memória de Diego e pedindo justiça para que Natthan continue preso. A defesa dele já pediu três vezes à Justiça a liberdade dele, todas negadas até agora.
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