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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

10/11/2015 07:49

Ministro ameaça multa de R$ 1,9 mil e inibe protesto de caminhoneiros

Caroline Maldonado
Ontem, caminhoneiros bloquearam a MS-134, em Nova Andradina, na saída para Campo Grande (Foto: Nova News)Ontem, caminhoneiros bloquearam a MS-134, em Nova Andradina, na saída para Campo Grande (Foto: Nova News)

Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul fizeram paralisações ontem (9), mas agora o movimento se reúne para avaliar se vale a pena continuar participando da mobilização nacional. Isso, porque o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que os motoristas que bloquearem as estradas terão que pagar multa de R$ 1,9 mil ou mais. O protesto pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT), além de melhorias para o setor.

Ontem, foram interditados trechos da rodovia MS-134, em Nova Andradina; da BR-463, próximo a Ponta Porã e da BR-267, em Maracaju. Neste último ponto, a manifestação contou com 80 caminhoneiros e terminou às 19h30. Em Ponta Porã, o protesto durou duas horas e terminou depois de desentendimento entre manifestantes que estavam a favor e contra o bloqueio.

Os caminhoneiros do Estado se reunirão nesta manhã para decidir se vão seguir com a mobilização, segundo o presidente da Cotrapan (Cooperativa de Transportes do Estado de MS), Valcir Francisco da Silva.

"Temos um grupo de linha de frente, independente de sindicato. A gente participa conforme a pauta nacional. Hoje, vamos aguardar as orientações do nosso advogado com relação as multas, que serão aplicadas segundo o ministro”. De acordo com Valcir, não há paralisações nas estradas de MS nesse momento. 

Nesta manhã, estradas do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina seguem com paralisações, iniciadas ontem. Os autônomos reclamam que suas reivindicações não foram atendidas após as manifestações, ocorridas no primeiro semestre desde ano. O setor quer isenção das multas aplicadas nas paralisações realizadas neste ano, que seja estabelecida uma tabela de frete, a redução do preço do óleo diesel e a isenção de tarifa de pedágio para eixo suspenso.



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