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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/09/2010 13:14

Morte de guerrilheiro pode trazer reação violenta do EPP

Redação

A morte de Gabriel Zárate Cardozo, o Junior, terceiro na linha de comando do EPP (Exército do Povo Paraguaio) pode desencadear uma reação violenta da guerrilha.

Zárate foi morto na madrugada de sexta-feira, em uma fazenda no departamento de Canindeyú, na fronteira sul com o Estado, onde coexistem assentamentos camponeses, fazendas de pecuária e cultivos ilegais de maconha.

Ele é considerado o terceiro na linha de comando do EPP, atrás de Osvaldo Villalba e Manuel Cristaldo. O vice-ministro do Interior, declarou ao jornal Ultima Hora que não descarta uma ação violenta de outros membros da guerrilha, por conta da morte de Zárate.

"Acreditamos que existe a possibilidade de que o grupo tente realizar um ato violento nas próximas horas", disse na manhã deste sábado. O vice-ministro reforçou que várias unidades da Polícia Nacional reforçam a segurança na área onde aconteceu a ação.

O cerco ao guerrilheiro aconteceu na região onde o professor aposentado Hugo Julián Ortiz foi assassinado, na quinta feira. Sua esposa disse que ele foi assassinado por homens com uniforme camuflado, que o assassinaram a queima-roupa.

Ortiz era ex-sogro de Oscar Luis Benítez, que supostamente é o administrador do EPP. Testemunhas disseram que o professor era informante da polícia e por isso foi assassinado. O fato não foi confirmado pelas autoridades.

Zárate estava com um fuzil M-16 e um revólver. O fuzil havia sido roubado de uma guarnição do Exército Paraguaio, em dezembro de 2008. Um outro homem estava com o guerrilheiro, mas não foi encontrado.

O criminoso era procurado pela Justiça paraguaia pelo sequestro de Cecília Cubas, filha do ex-presidente da República, Raúl Cubas Grau; do fazendeiro Fidel Zavala e outros crimes.

As forças paraguaias continuam na área, para capturar outros membros do EPP, que são suspeitos de cometer vários sequestros. O vice-ministro ainda disse que o EPP não tem a bandeira social que eles pregam. "Já não é um luta de classes, como muitos querem fazer acreditar".

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