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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

24/02/2011 15:19

Mortes de índios fazem 2 cidades de MS liderarem ranking nacional de suicídios

Marta Ferreira

O Mapa da Violência 2011, divulgado hoje pelo Ministério da Justiça, revela, que taxa de suicídios teve um crescimento vertiginoso em Mato Grosso do Sul entre 1998 e 2008, puxada pelas mortes de indígenas, notadamente nas aldeias do Sul do Estado, onde a disputa por terra entre índios e fazendeiros é acirrada.

No ranking nacional dos municípios com taxa maior de suicídios, estão dois municípios palco de conflito indígena no Estado, Amambai e Paranhos.

Os dados do Mapa da Violência mostram que, entre 1998 e 2008, a taxa de suicídios na população em geral de Mato Grosso do Sul cresceu 39,3%. No primeiro ano citado, o índice de suicídios foi de 5,6 casos por cem mil habitantes, enquanto uma década depois, essa relação passou para 7,8.

O que mais chama atenção é quando a taxa é estratificada para a população jovem. Aí, aumento fica ainda mais evitente, chegando a 95,3%.

Em 1998, de acordo com o Mapa da Violência, a taxa de suicídios em Mato Grosso do Sul era 7,3 a cada cem mil habitantes entre 15 e 24 anos. No ano de 2008, conforme a pesquisa, esse índice pasou para 14,3.

O documento destaca Mato Grosso do Sul ao informar que o país passou de 4,2 a 4,9 suicidas em 100 mil habitantes e de 4,4 para 5,1 suicidas em 100 mil jovens na década analisada. “A maior concentração de suicídios encontra-se na região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e na região Centro-Oeste, principalmente no estado de Mato Grosso do Sul”, afirma o texto.

Mortes de indígenas- Nesse ponto, o Mapa da Violência assinala o suicídio de índios em Mato Grosso do Sul, lembrando que, dos cem registros de mortes do tipo em 2008, 54 foram no Estado.

Não por acaso, aparecem no topo da lista das cidades com maior incidência de suicídio as cidades de Amambai , com taxa de 49,5 suicídios a cada cem mil habitantes, em 20088 ( 10 vezes mais que a taxa nacional), e de Paranhos, com uma taxa de 35 casos a cada cem mil habitantes.

A situação chama ainda mais a atenção por destoar totalmente do quadro geral do Brasil. Conforme a análise dos responsáveis pelo estudo, embora os casos de suicídio tenham sido a causas de mortalidade violenta que mais cresceu na década, para a população total

quanto para a jovem, com alta de 17%, ainda está evidente evidente que o nível de suicídios do Brasil, em termos internacionais, pode ser

considerado relativamente baixo.

A taxa total de 4,9 suicídios em 100 mil habitantes, ocupa a posição 73 entre os 100 países pesquisados. Entre nos jovens, uma taxa bem próxima – 5,1 suicídios para cada 100 mil jovens – levam o Brasil a uma posição intermediária 60ª. Isso aponta que no Brasil, acontece o contrário do que no resto do mundo, já que, aqui, os suicídios juvenis são mais freqüentes do que o de adultos.

Voltado a realidade de Mato Grosso do Sul, em relação a Campo Grande, o estudo apontou que, quanto à população em geral, passou de 13º para 18º no ranking de casos de suicídio, entre 1998 e 2008. A taxa de casos a cada cem mil habitantes cau de 5,1 para 4,7.

Na população jovem, porém, houve um aumento desse índice, de 3,9 casos a cada cem mil habitantes para 5,8, o que fez com que Campo Grande passasse da posição 20 para 17 no ranking nacional de suicídios de jovens entre 14 e 24 anos.

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Por ser morador de Amambai me envergonho desses números, o que ocorre aqui é uma verdadeira "hipocrisia". Os indígenas de Amambai são apenas um "número" que descidem as eleições municipais. Em razão do estado de miserabilidade em que vivem são presas fáceis de "politicos corruptos" que se elegem com a "compra dos votos", depois, esses seres humanos são esquecidos em suas "favelas aldeias" para morerem vítima da miséria moral (Drogas, prostituição, violência doméstica...). Enquanto isso, a "Funai" e os "indigenistas" de plantão estão preocupado em defender a "cultura" dos "inocentes silviculas". Ops', acorda...querem enganar quem...deixa de "charlatanice"...
 
José Louiz em 25/02/2011 08:50:38
O indígena da região não pode receber qualificação para o trabalho porque, para a Funai isso mataria a cultura indígena. Como ouví de uma índia: qual cultura? Da droga? Pedir pão velho pode? O indigenismo promove a falta de perspectiva e, daí, o suicídio, a droga, o arrendamento das terras, a prostituição. Mas não pode ter boas escolas, progresso, integração. Aí é contra a cultura...
 
Valfrido M. Chaves em 24/02/2011 11:07:00
Acho que esqueceram de investigar a cidade de Paranaíba.
 
Tadeu Amaral em 24/02/2011 08:00:52
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