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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/08/2009 16:58

MPE e Polícia descartam furto de carro de promotora

Redação

Parecer do MPE (Ministério Público Estadual) aponta que o Honda Civic da promotora Regina Broch não foi furtado pelo sobrinho Marcelo Broch, que se envolveu no acidente com Rayssa Favaro, 19 anos, filha do superintendente da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Walter Favaro.

A mesma linha seguiu a investigação feita pela Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos).

Devido à falta de indícios de furto, o MPE pede o arquivamento do processo. O caso aguarda decisão do juiz Ivo Salgado da Rocha.

A decisão do MPE foi rápida. No dia 9 de julho o processo foi enviado ao MPE que quatro dias depois já decidiu pelo arquivamento.

"Não houve furto", diz categórico o delegado Cláudio Martins, responsável pela investigação. A afirmação é embasada nos autos, em que foram ouvidas várias testemunhas.

Peça chave no inquérito, foi o porteiro do edifício, cujo nome será preservado. O depoimento dele derruba a alegação de furto.

O porteiro afirmou que o horário em que a promotora alega que o carro foi furtado não é compatível com o momento da saída do veículo da garagem.

Pelo horário, é provável que Marcelo e o primo Gabriel Broch, filho da promotora, tenham ido para a festa já com o carro.

Em entrevista concedida à época do acidente, em abril deste ano, Regina sustentou a tese de furto do carro, diante da pressão da imprensa sobre o fato de uma promotora do MPE agir contra a lei que proíbe condução de veículos por menor de idade

O Honda Civic da promotora colidiu contra o Fiat Uno conduzido por Rayssa Favaro, dia 21 de abril, no cruzamento da Avenida Mato Grosso e Rua Bahia, no Centro de Campo Grande.

Marcelo não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) quando se envolveu no acidente. Rayssa ficou gravemente ferida na colisão e permaneceu internada até 11 de julho na Santa Casa de Campo Grande.

Ela deixou o hospital com dificuldades até para falar e se alimentar e agora faz tratamento domiciliar.

Regina Broch foi procurada pelo Campo Grande News mas pediu para que contato fosse feito com advogado, Mansour Karmouche, que se negou a falar sobre o caso. Ele disse que somente com o desfecho do processo irá se pronunciar.

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