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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

06/12/2018 18:50

MS está entre os 10 melhores em estudo sobre desempenho de gestão

Apesar de indicador negativo na Educação, Estado foi o que mais evoluiu na última década em indicadores gerais; segurança, saúde e desenvolvimento social foram destaques

Humberto Marques
Parque dos Poderes, sede da gestão estadual: indicadores de governo da Macroplan colocam MS em destaque nacional. (Foto: Arquivo)Parque dos Poderes, sede da gestão estadual: indicadores de governo da Macroplan colocam MS em destaque nacional. (Foto: Arquivo)

Mato Grosso do Sul aparece em nono lugar no ranking geral elaborado no estudo DGE (Desafios da Gestão Estadual), elaborado pela consultoria Macroplan e divulgado pelo Movimento Brasil Competitivo. Em dez áreas de resultados que agrupam os 32 indicadores analisados, o Estado melhorou em sete, sendo, porém, apontada piora em setores como a Educação.

O levantamento da Macroplan está em sua quarta edição e avalia entregas feitas pelos gestores à população e traz projeções em um cenário de quatro anos a partir do desempenho dos Estados na década anterior. A métrica adotada é o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), que reúne os indicadores e estabelece uma nota de 0 a 1 –quando mais próximo do 1, melhor é o desempenho do Estado.

São analisados a educação, capital humano, saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, juventude, desenvolvimento social, condições de vida e institucional. Na pesquisa atual, Mato Grosso do Sul atingiu pontuação de 0,546, acima da média brasileira, de 0,535, e representando ainda o segundo melhor resultado do Centro-Oeste –atrás apenas do Distrito Federal, que lidera o ranking.

A consultoria aponta ser o Estado, ainda, o que teve maior crescimento nos índices sintéticos na década, avançando no ranking em sete das 10 áreas. O destaque ficou para a segurança, onde o Estado avançou 15 posições (atingindo a nota 0,623, oitava melhor nota do país e que representa evolução em três lugares na comparação com o ranking anterior); e na saúde, com alta de dez posições (saindo da 24ª para a 14ª colocação).

O estudo também aponta que o Estado conseguiu reduzir a pobreza e a desigualdade, avançando dez posições no indicador de Desenvolvimento Social. Por outro lado, nem todos os desafios estruturais foram superados: houve recuo nos quesitos Condições de Vida e Educação –neste último, o Ideb (Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) estagnou, registrando em 2017 a mesma nota de dez anos atrás (o Estado aparece em décimo no país).

Segundo a economista Adriana Fontes, coordenadora técnica do estudo, as melhoras nos Estados foram diferentes, seguindo aspectos não uniformes e, em geral, pouco expressivas. Segundo ela, é preciso acelerar a velocidade dos avanços para que o Brasil reduza a distância em relação aos países desenvolvidos..

Diretor da Macroplan e responsável pelo estudo, Gustavo Morelli adverte que haverá, nos próximos quatro anos, escassez estrutural de recursos para os governos, que conviverão com passivos fiscais e financeiros e gastos maiores com previdência e pessoal. “Os novos governadores terão, ainda, que lidar com uma população impaciente com a má qualidade, a lentidão e o elevado custo da entrega de serviços produzidos pelo Estado e pouco tolerante com os desvios éticos e a corrupção”, alerta.



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