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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/09/2008 09:57

MS fica fora de lista para apoio federal nesta eleição

Redação

Apesar de ser um dos quatro estados que registrou atentado contra candidato nesta campanha no País, Mato Grosso do Sul ainda não requisitou reforço de tropas federais para as eleições deste ano.

Até ontem, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou pedido de apenas nove estados, para segurança em 218 municípios durante a votação no dia 5 de outubro. O Tribunal já autorizou o envio de tropas para 112 locais.

Os pedidos podem ser formalizados por coligações ou pelo Ministério Público, mas precisam ter o aval do juiz eleitoral. Em Dourados, a solicitação para reforço do Exército foi feita, conforme anunciou o juiz eleitoral do município, por conta do número de denúncias de irregularidades - já foram 350 casos, mas o pedido até o momento não foi registrado pelo TSE.

Além de Mato Grosso do Sul, conforme levantamento divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, também foram registrados atentados contra candidatos no Pará, na Paraíba e em Alagoas.

No País, 11 candidatos foram mortos e cinco ficaram feridos em atentados desde o início do período eleitoral, relata a Folha.

No Estado, a vítima foi o candidato a vereador Flávio Roberto Godoy (PDT), o Ratinho. Morto no dia 26 de agosto, durante comício, as investigações apontam para crime com motivação política.

O suspeito de ser o mandante já está preso no Presídio Federal, mas o clima segue tenso em Bela Vista, na fronteira com o Paraguai. Afonso Ferreira, de 38 anos, é suspeito de planejar o crime e de dar suporte à fuga do autor dos disparos, ainda não identificado.

A Polícia Federal em Campo Grande também abriu inquérito para investigar as ameaças de morte recebidas pelo juiz eleitoral de Bela Vista, Caio Márcio de Britto.

Uma das decisões do juiz que provocou tensão local foi a apreensão de um carro do prefeito paraguaio, porque o veículo fazia campanha política no lado brasileiro, para a mulher dele e candidata em Bela Vista, Marli Rojas.

Também foi vetado o tráfego de qualquer veículo com placa do Paraguai que tivesse propaganda política. A impugnação da candidatura da mulher de Rojas também foi solicitada.

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