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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

26/06/2018 15:50

Mulheres ocupam apenas 34% de cargos no Ministério Público de MS

Estudo do Conselho Nacional do Ministério Público mostra que apenas 39% dos cargos de poder, em todo o país, são representados por mulheres

Izabela Sanchez
Fachada do Ministério Público Estadual em Campo Grande (Foto: Paulo Francis)
Fachada do Ministério Público Estadual em Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

As mulheres são pouco representadas no Ministério Público em todo o país. É o que mostra o estudo “Cenários de Gênero” do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Em Mato Grosso do Sul, as mulheres ocupam apenas 34,2% dos cargos de poder. Em todo o Brasil esse índice é de 39%.

O Ministério Público em Mato Grosso do Sul possui 75 mulheres nos cargos, frente a 144 membros homens. Elas também ocuparam apenas 12,5% dos mandados de procurador-geral desde 1988. Apenas 10% de mulheres foram procuradoras-gerais e 9,1% foram corregedoras-gerais.

As mulheres também ocuparam apenas 33,3% dos cargos como secretários-gerais. Nenhuma mulher ocupou posto como chefe de gabinete e 40% ocuparam como assessora direta. O conselho superior foi representado por 36,4% de mulheres em 2017 e o colégio de procuradores por 28,6%. Nenhuma mulher foi ouvidora-geral.

Os dados nacionais revelaram que, na atualidade, os quatro ramos do Ministério Público da União – Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – e as vinte e seis unidades dos Ministérios Públicos dos Estados têm 5114 promotoras e procuradoras e 7897 promotores e procuradores, na proporção de cerca 39% de mulheres e 61% de homens.

“Desde a Constituição de 1988, houve 73 mandatos de mulheres como Procuradoras-Gerais versus 413 mandatos de homens, o que 13 representa cerca de 15% de lideranças femininas e 85% de masculinas”, cita o relatório.

Desde a Constituição de 1988, apenas 52 mulheres foram Procuradoras-Gerais versus 240 homens, representando percentual de cerca de 18% versus 82%. Desde a mesma data, houve 105 mandatos de mulheres como Corregedoras-Gerais versus 363 mandatos de homens, o que representa cerca de 22% de representação feminina e 78% de representação masculina.



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