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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/06/2008 09:59

Mulheres sem-terra denunciam assédio em acampamentos

Redação

Mulheres ligadas à Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) afirmam ter sofrido assédio sexual em acampamentos de Mato Grosso do Sul. Elas acusam um servidor do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) do suposto abuso.

Acompanhadas do advogado da Fetagri, João Gonçalvez, três mulheres e foram esta manhã à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) formalizar a denúncia. Elas afirmam que o assédio ocorreu com várias mulheres, no entanto, por temer represálias, as assentadas deixaram de registrar ocorrências.

Segundo as mulheres, o servidor ameaça cortar os cadastros das famílias delas, caso a situação chegasse ao conhecimento das autoridades policiais. As três assentadas concederam entrevista esta manhã e revelaram detalhes da suposta ação.

Duas mulheres que foram à delegacia são do acampamento Estrela, localizado na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Para uma delas, de 29 anos, o servidor teria perguntado se era casada ou ficava sozinha no local.

Quando ela foi fazer o cadastro para pleitear uma área, o servidor pediu o número do telefone dela e, ao receber a informação de que somente o irmão possuía celular, o servidor teria dito que esse número não interessava.

Em muitos casos, ele sempre fazia brincadeiras maliciosas com as mulheres, situação que chegou a chamar a atenção dos coordenadores do acampamento. Eles teriam feito uma reunião para colocar fim ao suposto assédio, porém, não obtiveram êxito porque foram recebidos com ameaças.

Com uma fotografia nas mãos do marido, uma trabalhadora do acampamento Sucesso, em Nova Alvorada do Sul também foi à unidade policial esta manhã. Ela afirma que há cerca de 20 dias foi vítima do assédio do servidor, que teria tentado agarrá-la.

Dias antes da investida, ele entregou uma foto em que estava de sunga em uma praia para as filhas da mulher de 29 anos. A pedido do pai, as garotas de 10 e 12 anos, passaram a monitorar o servidor e conseguiram evitar que o assédio aumentasse. Segundo a trabalhadora rural, ele sempre fazia elogios a ela e dizia que ele poderia ajuda-la a ter

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