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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

29/10/2010 16:25

Na Capital, médicos sofreram 345 agressões em 8 meses

Redação

O Sindmed (Sindicato dos Médicos de MS) realizou pesquisa sobre as agressões sofridas pelos profissionais de saúde que trabalham em postos de Campo Grande. O relatório aponta que de janeiro até 23 de setembro, foram 345 casos na Capital.

A pesquisa apurou que os profissionais de saúde são alvo de xingamentos, agressões físicas, mas também da criminalidade em geral, por falta de segurança nas unidades de saúde.

Porém, dentre os casos apurados não estão apenas aqueles em que os autores são usuários do SUS, que reclamam da falta de médicos, também figuram problemas como furto de carros de funcionários nos estacionamentos dos postos.

O exemplo mais recente dos problemas nos postos de saúde ocorreu na manhã de hoje. A Guarda Municipal foi chamada para conter tumulto no posto de saúde da Vila Almeida. O consultor Denis Carlos Souza Medeiros, de 35 anos, levou o irmão deficiente para realizar exame de raio-X. A mãe do consultor pediu informação, mas a atendente "bateu a porta na cara da minha mãe. Simplesmente não quis atender", relatou Denis.

Na quinta-feira, diversas pessoas e uma equipe de reportagem do programa de televisão do deputado estadual Maurício Picarelli foram parar na delegacia após discussão sobre mau atendimento no posto de saúde do bairro Guanandi.

Em outro caso, no dia 23 de outubro, Rafael Neves Alves, de 28 anos, tentou agredir médicos da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino. o homem chegou ao local com escoriações pelo corpo e foi atendido rapidamente na emergência.

Na enfermaria, ele começou a xingar os enfermeiros, e ameaçou um dos profissionais de morte. Rafael contou aos policiais que pertencia à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e que "daria uma rajada de metralhadora na cabeça deles", referindo-se aos enfermeiros e médicos.

No dia 17 de junho, Lúcia Felipe de Carvalho Yonamine, de 33 anos, acusou a médica Patrícia Berg Gonçalves Pereira, de 30 anos, de ter trancado sua filha em uma sala. Lúcia deu um soco no tórax e um tapa no rosto da médica de plantão.

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