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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

29/11/2013 08:36

Na véspera do prazo final, Força Nacional intervém em conflito indígena

Aline dos Santos
Força Nacional chegou em junho para atuar no município de Sidrolândia.(Foto: Arquivo)Força Nacional chegou em junho para atuar no município de Sidrolândia.(Foto: Arquivo)

A pedido da Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança vai intervir para evitar novos conflitos entre produtores rurais e índios em Mato Grosso do Sul. O objetivo é evitar o acirramento dos ânimos com o fim do prazo para apresentar uma solução para o conflito em Sidrolândia, onde a União se comprometeu a comprar 15 mil hectares para ampliar a Reserva Buriti, de 2 mil para 17 mil hectares. 

Os policiais da Força vão atuar por 90 dias em Mato Grosso do Sul para prevenção e repressão a conflitos agrários, prevenção aos crimes contra as comunidades indígenas e contra lei de segurança nacional.

De acordo com a portaria do Ministério da Justiça, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, a decisão leva em consideração pedido do diretor-geral da Polícia Federal.

Segundo o documento assinado pelo ministro José Eduardo Cardozo, o número de policiais e as ações a serem desenvolvidas obedecerão ao planejamento definido pelos envolvidos na operação.

O conflito no campo - que já faz parte da história de Mato Grosso do Sul e teve mais um capítulo trágico em maio, quando a desocupação da fazenda Buriti, em Sidrolândia, resultou na morte de um índio terena -exigiu por diversas vezes o reforço policial da tropa federal. O efetivo já atuou na região Sul e também em Sidrolândia.

Com a morte na reintegração de posse, o governo federal enviou emissários do primeiro escalão para negociar a paz no campo. Reuniões com fazendeiros e índios foram realizadas em Campo Grande e Brasília. Surgiram propostas como indenização por TDA (Título da Dívida Agrária), porém, sem proposta definitiva os ânimos seguiram exaltados, com novas invasões e declarações sobre o risco de derramar sangue.

De forma paralela, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) elaborou relatório apontado soluções jurídicas e um cronograma de resolução dos conflitos. Dia 30, amanhã, foi definido como data limite para uma solução pacífica. No entante, ontem, representantes do Governo federal já esticaram o prazo para 11 de dezembro, segundo o governador André Puccinelli (PMDB). 

A expectativa é de que o valor mínimo para comprar a área em Sidrolândia fique em torno de R$ 150 milhões. As equipes da Funai, Agraer e Secretaria do Patrimônio da União concluíram o levantamento. No entanto, a apresentação depende de uma avaliação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

No início do mês, segundo a Agência Brasil, o representante da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonatan Pereira Barbosa, alertou senadores sobre o risco de um “derramamento de sangue” se a União não apresentar uma solução para a questão fundiária dentro do prazo.

Na quinta-feira, vieram ao Estado o assessor direto do ministro da Justiça, Marcelo Veiga, e o titular da Secretaria Nacional de Articulação Social, Nilton Luiz Godoy Tubino. O governo do Estado calcula que as indenizações por terra custem entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão.

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Jadir Nunes, O governo não vai comprar terras de ninguém, o que ele tem que fazer é devolver o dinheiro aos produtores que ele pegou no século passado e deu as TERRAS INDÍGENAS como garantia, ele não vai DOAR nada a ninguém e sim devolver as terras aos seus legítimos proprietários. As ONGs estrangeiras saindo do negócio os Índio não serão induzidos a emancipação e portanto eles não poderão vender nada, respeitando suas origens, tradições e cultura, com certeza eles sobreviverão melhor que nos brancos. E eles não precisarão de uma constituição jurídicas, uma vez que sempre respeitarão seu antecessores. O cacique é sim uma autoridade respeitada nas aldeias.
Boa tarde.
 
Geraldo Garcia Antero em 29/11/2013 13:49:23
Mais uma vez vão fazer as coisas sem um minimo de organização, não existe um projeto para a divisão destas terras, para a administração, enfim, vão só comprar as terras e dar aos indios? Mandaram a força nacional para segurar os ânimos porque nenhuma atitude concreta foi tomada, isso aí não vai adiantar nada, o governo federal tá pior do que o estadual do MS e que o municipal de Campo Grande, fazem tudo em cima da hora, nas coxas, vão gastar um belo dinheiro de nós contribuintes para no final acabar em pizza da forma que está hoje ou talvez um pouco pior, isso é Brasil, isso é Mato Grosso do Sul, imaginem se a copa fosse aqui, seriamos avacalhados publicamente, nacional e internacionalmente. Ainda bem que o Nelsinho e o André não tiveram competência para trazer a copa para cá.
 
maximiliano nahas em 29/11/2013 12:36:52
Compra asa terras e dai , doa aos indios ?
Existe um programa para que os indios sobrevivam das terras?
Qual a constituição juridica de uma aldeia? ou as terras são administradas pelo cacique?
 
jadir nunes em 29/11/2013 11:41:57
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