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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/05/2010 18:56

Namorado de adolescente diz que morte foi fatalidade

Redação

Libertado hoje à tarde, após ficar preso desde o dia 28 de abril, o jovem Adriano Costa Silva, de 25 anos, alegou que a morte da namorada, a adolescente Jéssica Brandão, de 17 anos, foi uma fatalidade. Ele ainda acrescentou que tem certeza de sua inocência.

Depois de passar mais de 20 dias na cadeia, Adriano detalhou tudo o que aconteceu no dia em que a namorada morreu. O rapaz ainda sustentou ter certeza de que não cometeu crime algum.

José Roberto Rodrigues da Rosa, advogado de Adriano, frisou que o cliente nunca foi preso, fator que colaborou para que o jovem fosse solto. O rapaz também citou que antes de Jéssica ele já tinha se relacionado com algumas mulheres e nunca sequer desferiu um tapa contra as ex-namoradas.

Aparentemente abalado com o caso, Adriano relatou que não tinha motivos para matar a adolescente. Eles estavam juntos há um ano e seis meses e, conforme o jovem, "eu queria muito que a família dela pudesse chorar a morte da Jéssica sem passar por tudo isso".

Cocaína - Jéssica morreu na madrugada do dia 25 de abril, quando foi encontrada na varanda de sua casa. Adriano afirmou que quando a namorada começou a passar mal, o casal estava no banheiro inalando cocaína.

Ele alega que a pôs no meio de suas pernas e tentou conversar com a adolescente quando percebeu que ela perdia os sentidos, "mas ela não dizia nada".

Como ficou com medo de se levantar para pegar um telefone e pedir ajuda, pelo fato da namorada estar passando mal e consequentemente cair e bater a cabeça, Adriano a levou para a varanda da casa, mas foi sucinto ao explicar que "não quebrei nada".

Adriano disse que ele e a namorada tinham um relacionamento muito bom e que nutria um sentimento muito forte por ela. "Gostava muito dela".

"Na hora que ela passou mal e eu a coloquei para fora ela já estava morta. Fugi com medo da família dela", admitiu. Assim que abandonou a namorada na varanda da casa, ele pegou seu carro e o conduziu até perto do anel viário, quando próximo ao lixão bateu em um cone e o veículo rodopiou na pista.

Sob o efeito da droga, Adriano correu para um matagal e lembra que um caminhoneiro que passava pela rodovia o avistou se escondendo. A situação foi comunicada à polícia, que foi até o local, mas não o encontrou.

Quando o clima já estava tranquilo, Adriano andou por bairros próximos ao local e fez uma ligação para pessoas conhecidas, que o levaram até uma propriedade rural localizada em Jaraguari, a mesma em que ele foi achado.

Viciados - Ainda de acordo com a versão de Adriano, ele e Jéssica não eram viciados e usavam cocaína somente nos finais de semana. "Quando a conheci, ela já consumia droga e disse isso pra mim. Nós não éramos dependentes químicos, mas ela sempre usava droga comigo".

O advogado de defesa de Adriano teme pela segurança do cliente e confidenciou que ele será levado a um lugar em que só ele e a família sabem. "Mas, dependendo do comportamento da família de Jéssica, vou pedir a inclusão de Adriano no programa de proteção a testemunhas".

A partir de agora, José Roberto Rodrigues da Rosa só vai se manifestar quando receber a denúncia da promotoria contra o cliente.

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