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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

25/05/2018 17:33

OAB cassa registro de ex-juiz condenado por tentar matar magistrado

Jail Benites de Azambuja, que também é advogado, era titular da 2ª Vara Federal de Umuarama (PR) e foi condenado pela Justiça Federal no Paraná

Izabela Sanchez
OAB cassou registro de advogado e ex-juiz federal (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)OAB cassou registro de advogado e ex-juiz federal (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)

A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul) cassou o registro do advogado e ex-juiz federal Jail Benites de Azambuja. Ele foi preso em março pela Polícia Federal de Campo Grande, acusado de tentativa de homicídio contra o atual desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Luiz Carlos Canalli. O ex-juiz tinha mandado de prisão em aberto expedido pela justiça de Umuarama (PR). Azambuja já teve clientes famosos entre políticos de Mato Grosso do Sul.

Jail Benites foi juiz da 2ª Vara da Justiça Federal de Umuarama e em 2008 simulou um ataque contra a própria casa. No dia 28 de fevereiro pistoleiros teriam disparados contra a residência em que o magistrado morava. Os tiros atingiram o carro de Azambuja e um investigação sobre o crime começou.

“A OAB/MS cumpre com seu papel de manter em seus quadros pessoas que preencham os requisitos para o exercício profissional”, salientou o Presidente da OAB/MS Mansour Elias Karmouche.

Caso - Em março, 44 policiais e três políticos da região foram presos por suspeita de participação em esquema de contrabando de cigarros e produtos eletrônicos vindos do Paraguai. Foi Azambuja quem expediu os mandados de prisão para que “ajudar nas investigações do atentado”, no entanto, os suspeito acabaram liberados por falta de prova e dias depois um capitão da Polícia Militar terminou preso por coagir testemunhas sobre o caso.

No dia 19 de setembro, o então juiz federal Luiz Carlos Canalli também foi vítima de um atentado. Na época, ele era diretor do Fórum Federal de Umuarama e após cinco dias, Azambuja acabou preso em Curitiba como mandante do crime. Junto com ele, o motorista e jardineiro, Adriano Vieira, foi detido e confessou ser o autor dos tiros, mas negou o envolvimento do patrão.

O relator e ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), não conheceu (julgou incabível) o Habeas Corpus do ex-juiz federal. Ele foi condenado a seis anos de reclusão pela prática dos crimes de falsidade ideológica e denunciação caluniosa.



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