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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

13/03/2018 17:30

Acusado de tentar matar magistrado, advogado é preso em Campo Grande

Jail Benites de Azambuja foi apontado como mandante de um atentado contra um juiz federal de Umuarama

Geisy Garnes
Jail Benites de Azambuja em defesa ao casal Olarte (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)Jail Benites de Azambuja em defesa ao casal Olarte (Foto: Alcides Neto/ Arquivo)

O advogado e ex-juiz Jail Benites de Azambuja foi preso nesta terça-feira (13) pela Polícia Federal em Campo Grande. Acusado de tentativa de homicídio contra o atual desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Luiz Carlos Canalli, o suspeito tinha mandado de prisão em aberto expedido pela justiça de Umuarama (PR). Azambuja já teve clientes famosos entre políticos de Mato Grosso do Sul.

Não há detalhes sobre a prisão de Azambuja, já que o processo é julgado em segredo de justiça, mas conforme apurado pelo Campo Grande News, o mandado de prisão foi enviado a Mato Grosso do Sul e cumprido nesta tarde por equipes da Polícia Federal em Campo Grande.

Jail Benites foi juiz da 2ª Vara da Justiça Federal de Umuarama e em 2008 simulou um ataque contra a própria casa. No dia 28 de fevereiro pistoleiros teriam disparados contra a residência em que o magistrado morava. Os tiros atingiram o carro de Azambuja e um investigação sobre o crime começou.

Em março, 44 policiais e três políticos da região foram presos por suspeita de participação em esquema de contrabando de cigarros e produtos eletrônicos vindos do Paraguai. Foi Azambuja quem expediu os mandados de prisão para que “ajudar nas investigações do atentado”, no entanto, os suspeito acabaram liberados por falta de prova e dias depois um capitão da Polícia Militar terminou preso por coagir testemunhas sobre o caso.

No dia 19 de setembro, o então juiz federal Luiz Carlos Canalli também foi vítima de um atentado. Na época, ele era diretor do Fórum Federal de Umuarama e após cinco dias, Azambuja acabou preso em Curitiba como mandante do crime. Junto com ele, o motorista e jardineiro, Adriano Vieira, foi detido e confessou ser o autor dos tiros, mas negou o envolvimento do patrão.

Clientes - Em liberdade, Azambuja se mudou para Campo Grande e chegou a defender Gilmar e Andreia Olarte em 2016, quando foram presos durante a Operação Pecúnia, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Ele também representou o ex-senador Delcídio do Amaral, que renunciou depois de ser acusado de tentar obstruir o trabalho de investigação da Lava Jato.

Ainda assim, Azambuja responde pela tentativa de homicídio. O julgamento do atentado aconteceria na sexta-feira (9), mas acabou adiando depois o réu alegou que seus advogados não tiveram tempo hábil para estudar o caso e articular a defesa.



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