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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

11/05/2009 13:44

Operação Cupim já apreendeu R$ 21,3 mil, dólares e euros

Redação

Desenvolvida desde às 6 horas desta segunda-feira em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a operação Cupim já apreendeu R$ 21,3 mil, 80 euros e dólares.

Já foram apreendidos também 11 computadores, 12 armas, 980 munições de diversos calibre, 36 documentos de veículos, diversos documentos, notas frias, carimbos falsos da Receita e lacre.

Também já estão com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cinco carretas. A expectativa da PRF é que esse número aumente para 20 no decorrer do dia.

Quinze pessoas foram presas. Cinco delas foram pegos em Campo Grande, todos funcionários do Fisco estadual. Foram expedidos 17 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão.

Os servidores das secretarias de Fazenda e de Adminsitração acobertavam o transporte e comercialização de madeiras nobres e ameaçadas de extinção, como Peroba e Castanheira, inclusive em área de proteção e reservas indígenas.

Entre os presos estão: Cival Pereira dos Santos, Maurício Fernandes Bueno Filho, Maurício de Souza Lima, Eva Santos Gonçalves e um homem identificado como Sebastião. No inicio da tarde o grupo de 5 acusados chegou de Sonora, onde no dia 24 de abril flagrante do esquema foi feito pela PRF.

Os servidores públicos são: Jair Aparecido Dias, Nilton José Baraúna, Aridalton José de Souza, Denílson Desanti e Jorge Barbieri Figueiredo.

Todos atuavam em um esquema de desmatamento, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal liderado pelo empresário Júlio Alberto Pereira Pinto, preso em Sinop.

Desde abril de 2008, pelo menos, Júlio pagava aos servidores, por intermédio de Cival, Francisco José de Souza e Eva, propina para eles não fiscalizassem cargas de madeira.

Os fiscais faziam vistas grossas às irregularidades nas notas fiscais, avisavam sobre o horário de funcionamento da balança, sobre acidentes e quando estavam de plantão os colegas deles que não aceitavam propina.

Com notas clonadas, uma mesma nota fiscal era emitida para até cinco carregamentos simultâneos, que utilizavam o Mato Grosso do Sul como corredor para chegar aos mercados de São Paulo e Paraná.

A ação mobilizou 120 agentes da PRF, de 10 estados e Distrito Federal,

além de 14 policiais militares do Mato Grosso do Sul.

"Estima-se que, em pouco mais de um ano, a organização criminosa tenha

movimentado mais de R$ 10 milhões. Pelo menos 650 caminhões e carretas

teriam utilizado o esquema fraudulento, somando mais de 32 mil metros

cúbicos de madeira beneficiada. Se os carregamentos fossem transportados

sem excesso de peso, seriam necessários 1.600 caminhões", informa a PRF em nota à imprensa.

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