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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

24/09/2009 16:33

Operação percorre a periferia à procura de cigarro

Redação

Operação feita em conjunto entre policiais da Decon (Delegacia do Consumidor) e fiscais da Vigilância Sanitária tem como alvo desarticular a venda de cigarros contrabandeados na periferia de Campo Grande.

Ao todo, 25 estabelecimentos passaram pela inspeção hoje e, em 21 deles, constatou-se irregularidades.

Na maioria dos pontos comerciais foram apreendidos cigarros contrabandeados e até vencidos.

Ao longo do dia, os policiais e os fiscais apreenderam 3,5 mil maços de cigarros. O produto será incinerado pela Vigilância Sanitária.

Representação feita pela ACMI (Associação de Combate ao Mercado Ilegal) deu início à operação. Há 30 dias o pedido de investigação foi formalizado, segundo o diretor da entidade, Fernando Marques.

De acordo com o delegado Adriano Garcia, em um mês foram levantados os pontos mais críticos. Os policiais da delegacia constaram que os grandes mercados não comercializavam produtos contrabandeados e, por este motivo, o trabalho de hoje foi voltado para a periferia.

Para que os comerciantes e consumidores conheçam quais marcas de cigarros podem ser vendidas no Brasil, podem acessar o site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), na parte de tabaco.

Garcia ressalta que os produtos regulares têm selo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a embalagem tem uma foto para desestimular o fumo, conforme determina o Ministério da Saúde.

O delegado enfatiza que desde 1998 a indústria brasileira não exporta para América Latina. "Muitos fornecedores mentem para os comerciantes que são cigarros feitos no Brasil e vendidos para o Paraguai", completa.

Segundo Garcia, a indústria chamada Tabacos Rei, por exemplo, tem autorização da Anvisa para vender cigarros, no entanto, a marca de Rei não pode ser vendida.

A dona de um mercado no Jardim Montevideo, Tânia Maria Vieira, 43 anos, afirma que há dois anos comercializa cigarros sem conhecer as regras. "Eu nem sabia que cigarro vencia", justifica.

No estabelecimento comercial de Tânia foram encontrados pacotes de cigarro vencidos e de origem paraguaia. Ela garante que não comprará mais os produtos do Paraguai.

O delegado que coordena a operação afirma que nas primeiras fiscalizações foram apreendidas quantidades maiores de cigarros, o que leva a crer que os fornecedores possam ter avisado os comerciantes da ação.

O trabalho será mantido em datas escolhidas aleatoriamente.

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