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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

26/04/2011 13:25

Para destravar reforma agrária, Incra começa a vistoriar lotes na 2ª feira

Aline dos Santos e Fabiano Arruda

O Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) começa na próxima segunda-feira a vistoria de lotes em 70 assentamentos da região Sul do Estado.

O levantamento é uma exigência da justiça federal para liberar novas aquisições de terra. O pedido partiu do MPF (Ministério Público Federal), após a descoberta de participação de funcionários do Incra e líderes de movimentos sociais na venda e regularização de lotes ocupados ilegalmente, através da emissão de documentos falsos.

O esquema foi revelado durante a operação Tellus, realizada pela PF (Polícia Federal). De acordo com o chefe da Divisão de Desenvolvimento do Incra, Daniel Yamamoto, a vistoria vai começar por Ponta Porã e passará por outros cinco municípios da região Sul.

“Vamos verificar se os lotes estão com o dono original ou estão abandonados”, salienta. Caso seja encontrada irregularidade, o proprietário pode perder a terra.

Conforme o MPF, a vistoria custaria R$ 428 mil, enquanto que as compras de terra e desapropriações que o órgão quer liberar exigem investimento de R$ 48,4 milhões.

Engessado - Outra exigência é que o Incra faça licitação para compra de materiais para os assentamentos. Atualmente, o crédito é liberado e o assentado compra os materiais de construção para as casas.

Daniel Yamamoto reclama que as exigências engessam o trabalho do órgão federal. “Se tiver que rever mais de 400 contratos [com fornecedores], os assentados vão receber materiais só no ano que vem”. Para ele, as pessoas que cometeram os crimes deveriam ser punidas e não os procedimentos adotados para a reforma agrária.

Cobranças - Durante reunião na superintendência regional do Incra, em Campo Grande, os assentados fizeram reivindicações. Eles querem o recadastramento de todas as famílias para recebimento de cesta básica, construção de novas casas e reforma de imóveis antigos.

O diretor de Desenvolvimento da Superintendência Nacional, Vinícius de Araújo, disse que a prioridade é o “apoio inicial”, como a cesta básica. “Depois vem a construção e reforma de casas”, afirma.

Conforme Araújo, o governo federal empenhou R$ 100 milhões para o Incra de Mato Grosso do Sul. Mas, segundo ele, a União não liberou recursos em nenhum lugar do país, devido ao corte no orçamento.

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Aproveita e vê se estão produzindo alguma coisa,a terra foi dada para a produção,no entanto muitos não produzem nada,ou porque é preguiçoso ou é porque aceitou terras improdutivas compradas à preço de ouro. O incra deve fiscalizar os tipos de terras e se os preços de mercado batem com o valor pago,certamente houve muita maracutaia.muitos assentamentos mais parecem favelas rurais. O governo federal tem obrigação de fiscalizar os recursos investidos na reforma agrária.
 
nilson franco de oliveira em 26/04/2011 06:43:10
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