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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

05/09/2012 09:12

Patrimônio de 3 desembargadores do TJ/MS está na mira de Corregedoria

Aline dos Santos
Sindicâncias apontaram incompatibilidade de patrimônio no TJ/MS. (Foto: Minamar Júnior)Sindicâncias apontaram incompatibilidade de patrimônio no TJ/MS. (Foto: Minamar Júnior)

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, propôs a abertura de PAD (Processo Administrativos Disciplinar) contra três desembargadores do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Conforme o portal do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o motivo é a incompatibilidade entre os patrimônios dos magistrados e os rendimentos por eles declarados.

Um dos três desembargadores é Claudionor Miguel Abss Duarte. A corregedora destacou que, ao longo da sindicância, o magistrado não conseguiu apresentar explicações suficientes para sua movimentação patrimonial, com créditos de R$ 33 milhões entre 2003 e 2008. A apreciação foi suspensa por pedidos de vista dos conselheiros Bruno Dantas e Fernando da Costa Tourinho Neto.

Sobre o desembargador João Maria Lós, a corregedora considerou que o magistrado não apresentou argumentos suficientes para justificar sua movimentação financeira: em 2010, por exemplo, quando obteve renda bruta de R$ 608 mil, o desembargador teria movimentado mais de R$ 2 milhões.

A situação também foi observada em anos anteriores. A votação da sindicância foi suspensa por pedido de vista do conselheiro Fernando da Costa Tourinho Neto.

A sindicância sobre Divoncir Schreiner Maran considerou incomum as inúmeras negociações imobiliárias do desembargador. Em 2008, ele teve receita bruta de R$ 409.266,68, mas movimentou R$ 1.388.035,95. Em função de pedidos de vista dos conselheiros Bruno Dantas e Tourinho Neto, a discussão sobre a abertura ou não do PAD foi suspensa.

Conforme Eliana Calmon, esses são os primeiros casos concluídos das investigações que recaíram sobre magistrados com inconsistências patrimoniais detectadas nas inspeções realizadas pela Corregedoria Nacional de Justiça.



Glauber: você disse: "Os Srs. Magistrados podem ter atividade agropecuária ou empresarial paralelas". Pergunto: e o rendimento destes atividades não deveria ser declarado à receita? Fica no ar a questão de com movimentação muito superior a rendimento declarado, ou poderia ter algo de errado com os rendimentos, ou com a declaração de renda para fins de impostos...
Juiz deve ser acima de suspeita.
 
Marcos da Silva em 05/09/2012 11:56:11
EU ACREDITO NO CNJ,NO LOBISOMEM,VAMPIRO,ATÉ HOJE NENHUM RESULTADO À RESPEITO DAS DENUNCIAS DO GOVERNO COM ASSEMBLÉIA E TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
 
Nilson franco de oliveira em 05/09/2012 11:33:53
Quem sofre com isso é população e os trabalhadores do estado, parece que isso pode justificar os resultados das ações judiciais contra a má gestão do estado que sempre vence.
 
everton de souza em 05/09/2012 10:54:16
por isso que é dificil de pobre ganhar açao na justiça, essas investigaçoes deveriam ser cotidianas, o mau exemplo as vezes vem de cima, a coisa mais facil é achar pobre honesto.
 
claudenir arlindo anderson de angelo em 05/09/2012 10:45:39
Espero que um dia estejamos todos em condição de igualdade, com justiça e respeito às pessoas e à natureza.
 
Anita Ramos em 05/09/2012 10:36:15
Na verdade são mais Desembargadores. Ontem foi retirado de pauta um e houve recomendação de abertura de processo quanto a Desembargadora Marilza. Verificar no site do CNJ:
http://www.cnj.jus.br/advogado/pautas-do-plenario/20893-pauta-de-julgamentos-de-04-de-setembro-de-2012-153-sessao-ordinaria
 
Alberto Jorge Silveira em 05/09/2012 10:29:33
Temos de ter muito cuidado com o denuncismo. Conheço os Desembargadores e sei de seu compromisso com a honestidade e retidão de conduta. São exemplos de homens públicos e julgadores humanos e coerentes. O CNJ está expondo indevidamente a situação e tentando formar um "juízo de condenação" antes mesmo de analisar os casos. Fica minha solidariedade e apoio aos Desembargadores.
 
Santos Pereira em 05/09/2012 10:11:32
Mais um ``belo`` exemplo dado pelo nosso glorioso e pomposo Judiciário, que apesar de ser lento, ineficiente, moroso é absurdamente caro, produtividade zero e ainda pedem aumento constantemente, magistrados milionários é o que não falta nesse Brasil, e não estudar para concurso não te da o direito MORAL de ser milionário com inúmeros benefícios prestando um serviço ruim a custa do contribuinte.
 
Roberto Inzagaki em 05/09/2012 10:01:42
Os Srs. Magistrados podem ter atividade agropecuária ou empresarial paralelas. Isso é totalmente possível com o sálario que recebem. Se não tiverem essa comprovação, fica escancarado o CRIME, e o desvio de conduta. Não adianta maquiar situações. Existe "farra" de $$ no MS em praticamente todos os setores. Espero que a PF e o MP um dia façam seu trabalho de forma efetiva e independente por aqui.
 
Glauber S R Martelli em 05/09/2012 09:59:01
M I S T É R I O !!! Esse desembargador não é aquele citado pelo Ary Rigo?
 
almir farias da cunha em 05/09/2012 09:50:54
É por esses e outros que ainda não vieran a tona, que não conseguem resolver os problemas de crimes no País. Se na própria justiça, quem julga aparece essas dúvidas, o que fazer nos demais setores. Eu acredito que seja um começo para corrigir muitas falcatruas.
 
luiz alves em 05/09/2012 09:50:45
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