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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

26/04/2017 07:30

PF deflagra operação contra grupo especializado em lavagem de dinheiro

Um mandado de condução coercitiva é cumprido em Mato Grosso do Sul

Priscilla Peres e Rafael Ribeiro

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (26) uma operação que investiga grupo especializado em lavagem de dinheiro, blindagem patrimonial e evasão de divisas. São cumpridos 103 mandados judiciais em 11 estados, sendo um deles em Mato Grosso do Sul.

A Operação Perfídia cumpre 103 mandados judiciais, sendo 55 de busca e apreensão, 46 de condução coercitiva e duas de prisão temporária. De acordo com a PF, 200 homem estão envolvidos na ação dessa amanhã.

Segundo informações da PF, o grupo investigado pode ter ramificações em pelo menos cinco países. As ações se concentram no Distrito Federal, mas também ocorrem na Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

As investigações começaram a partir de uma prisão em flagrante na imigração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília/DF, em agosto de 2016. Há investigações se o grupo fazia operações de câmbio não-autorizadas, além de dissimularem a aquisição de imóveis de alto valor e promover a evasão de divisas.

Os crimes eram feitos por meio de “laranjas” e falsificação de documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do Brasil. Somente em uma das operações de compra e venda identificadas pela PF o negócio chegou a R$ 65 milhões.

De acordo com a PF, o grupo era formado por proprietários de empresas como postos de gasolina, agências de turismo, lotéricas, entre outros, sendo responsável pela aquisição fraudulenta de imóveis e ativos para fins de lavagem de dinheiro.

Advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e até de um servidor da Polícia Federal são investigados por ajudar os criminosos.

Em ação realizada ainda no ano de 2016, em endereços ligados a um dos integrantes do núcleo duro, foram encontrados documentos que apontam para uma empresa do tipo offshore controlada pela organização no exterior que pode ter realizado movimentações que excedem US$ 5 bilhões.

O nome da operação (Perfídia) é uma referência à traição e deslealdade dos integrantes do núcleo duro da organização criminosa com o País.



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